A 12ª geração de processadores Core da Intel, conhecida como Alder Lake-S, foi revelada no final de outubro e chegou ao mercado oficialmente em 4 de novembro. As primeiras análises independentes estão surgindo e os resultados mostram que os novos modelos da Intel superam os chips AMD Ryzen Zen 3 em desempenho, embora com um atributo preocupante: o elevado consumo de energia.
Os testes iniciais concentraram-se no Core i9-12900K, o processador mais potente da série Alder Lake-S, que conta com 16 núcleos e 24 threads. O que mais chama atenção nessa arquitetura é sua abordagem híbrida: dos 16 núcleos, oito são do tipo Performance (P), dedicados a tarefas mais exigentes, enquanto os restantes estão classificados como Efficient (E), que cuidam de processos secundários ou menos complexos.
A proposta dessa configuração é otimizar o uso de energia, permitindo que tarefas simples sejam realizadas pelos núcleos que consomem menos, sem comprometer o desempenho. Na verdade, os resultados mostram justamente o oposto.
De acordo com análises do The Verge, o Core i9-12900K superou seu antecessor, o Core i9-11900K da 11ª geração, em todos os benchmarks realizados. No Geekbench 5, por exemplo, o novo modelo apresentou um desempenho 12% superior em tarefas single-thread, enquanto em multi-thread, a diferença foi ainda mais significativa, com um desempenho 137% maior.
Quando comparado ao AMD Ryzen 9 5950X, que possui 16 núcleos, todos voltados para desempenho, o Ars Technica observou que o chip da Intel venceu em multi-thread nas avaliações do Cinebench R20 (10.323 pontos contra 10.085) e no Geekbench 5 (18.241 contra 15.102). No entanto, na avaliação do Passmark, o Ryzen saiu na frente com 47.835 pontos contra 39.232 do Intel.
O Ars Technica também avaliou o Core i5-12600K, um processador com dez núcleos (6P + 4E) e 16 threads. Em comparação com o Ryzen 5 5600X, o chip da Intel teve um desempenho superior em todos os testes: Cinebench R20 (6.540 pontos contra 4.390), Geekbench 5 (12.710 contra 8.186) e Passmark (29.755 contra 22.191).
A eficiência energética dos novos chips
Enquanto os chips Alder Lake-S se destacam em termos de desempenho, a questão da eficiência energética deixa a desejar. A expectativa era de que a arquitetura híbrida melhorasse este aspecto, mas os testes demonstraram que os processadores da AMD continuam imbatíveis nesse critério.
Em uma avaliação realizada pelo Ars Technica com o Cinebench R20, o Core i9-12900K alcançou um consumo de 307 W, enquanto o AMD Ryzen 9 5950X ficou em 204 W. Outros testes, como o realizado pelo canal Gamers Nexus com o Blender Benchmark, mostram que o modelo da Intel consumiu mais de 240 W, enquanto o chip da AMD não ultrapassou 120 W. Essas diferenças são significativas.
É importante observar que os processadores Alder Lake-S foram projetados para atender a desktops de alta performance, sendo uma escolha ideal para gamers. Portanto, a preocupação maior com o desempenho pode justificar o alto consumo energético em determinados cenários.
Embora a eficiência energética não deva ser subestimada, ela se torna uma questão mais relevante para os modelos de 12ª geração voltados para notebooks, que devem ser lançados oficialmente até o início de 2022. Ao observar as aplicações práticas, a escolha entre desempenho e eficiência energética pode variar dependendo da utilização específica.
Perspectivas para o futuro dos processadores Intel e AMD
Com a crescente demanda por desempenho em jogos e tarefas mais pesadas, a Intel parece estar em uma boa posição com a sua nova linha Alder Lake-S. Contudo, a AMD não ficará parada, já que a empresa tem se especializado em oferecer chips com alta eficiência energética e desempenho semelhante, se não superior, na faixa de consumo energético mais baixa.
O mercado de processadores tem visto uma competição acirrada nos últimos anos, e as inovações trazidas por ambas as empresas prometem revolucionar o setor. O lançamento de chips para notebooks em 2022 pode alterar ainda mais o cenário atual, principalmente se a Intel conseguir incorporar melhorias no consumo energético sem sacrificar o desempenho.
Além disso, a adoção de novas tecnologias, como a litografia de 5 nm por parte da AMD, pode oferecer uma vantagem significativa em eficiência energética, colocando pressão sobre a Intel para inovar ainda mais em suas futuras gerações de processadores.
As futuras versões dos processadores, tanto da Intel quanto da AMD, deverão também considerar o avanço das tecnologias de refrigeração e gerenciamento de energia, que são críticos para maximizar o desempenho sem aumentar o consumo excessivo de energia. As expectativas dos usuários em termos de desempenho, eficiência e custo estarão sempre em alta, por isso as empresas terão que estar atentas às necessidades do mercado.
Essa era de inovações tecnológicas promete benefícios significativos para consumidores que buscam sempre o melhor em suas máquinas, seja para jogos, criação de conteúdo ou tarefas profissionais.

