Bolivianos poderão apenas ir à repescagem, enquanto venezuelanos miram vaga inédita na Copa do Mundo
A Venezuela ganhou o confronto direto com a Bolívia pela sétima colocação das Eliminatórias Sul-Americana por 2 a 0 nesta sexta-feira e se tornou a única ameaça real de vaga direta para a seleção brasileira. Com a Argentina garantida e outros cinco países buscando a classificação sem necessidade de repescagem, os brasileiros podem respirar aliviados ao vislumbrar a ida para a Copa de 2026.
O triunfo dos venezuelanos, em um jogo marcado por um gol contra bizarro, consolidou a seleção que nunca foi a uma Copa do Mundo na sétima posição, com 18 pontos – quatro a mais que os bolivianos, que agora apenas miram a repescagem.
Atualmente, o Brasil se mantém em quarto lugar com 22 pontos e pode garantir pelo menos a sexta vaga caso vença o Paraguai na Neo Química Arena e a Venezuela perca para o Uruguai, abrindo sete pontos de diferença com duas rodadas restantes.
Apesar de abrir quatro pontos do oitavo colocado, a situação da Venezuela ainda é delicada, considerando que terá três partidas desafiadoras nas rodadas finais, sendo duas fora de casa. A Bolívia mantém esperanças, especialmente por jogar em La Paz, onde tem uma postura forte e ainda enfrenta o lanterna, Chile.
Em Maturín, a emoção tomou conta das seleções antes mesmo da bola rolar, com os jogadores mostrando sua paixão durante os hinos nacionais. O Estádio Monumental recebeu um grande público, que empurrou os venezuelanos, criando um clima de Copa do Mundo.
O confronto direto era crucial para os donos da casa, que buscaram garantir a vaga na repescagem antes de enfrentamentos difíceis contra Uruguai e Argentina, além de um jogo final contra a Colômbia.
Os bolivianos, por outro lado, precisavam vencer para se fortalecer antes do confronto com os quase eliminados chilenos na terça-feira, em La Paz. Também têm pela frente os colombianos antes da exigente partida contra o Brasil.
Não é surpresa que o duelo começou com intensa busca pelo ataque. Logo no início, uma infelicidade do goleiro boliviano, Viscarra, resultou em um gol contra aos cinco minutos, deixando a Venezuela em vantagem.
Apesar de uma tentativa de reação com Miguelito, a Venezuela, contando com jogadores que atuam no Brasil, como Ferraresi do São Paulo e José Martínez do Corinthians, mostrava-se mais perigosa, sempre próxima de aumentar a vantagem.
O segundo gol veio com o artilheiro Rondón, após um cruzamento preciso de Ferraresi. Com um domínio magistral, ele bateu firme no canto aos 29 minutos, elevando a euforia entre a torcida, que respondedria com gritos e cânticos.
Na segunda etapa, o ritmo acelerado do primeiro tempo deu lugar a uma cadência controlada pelos donos da casa, que souberam administrar a pressão boliviana, que, embora se mostrasse mais agressiva, encontrava dificuldades em ser produtiva ofensivamente.
A etapa final, caracterizada por uma certa lentidão, teve poucos momentos de emoção. Chávez tentou uma finalização, mas sem sucesso: a bola parou nas mãos do goleiro Romo, que segurou o resultado vantajoso antes mesmo da metade do segundo tempo.
Os torcedores do Santos puderam observar o retorno de Soteldo, recuperado de uma lesão e pronto para retornar aos gramados, assim como Tomás Rincón, que entraram para manter o ritmo da seleção.
Sem maiores sustos, a Venezuela manteve a vantagem e continua sonhando com a possibilidade de desbancar rivais por uma vaga direta, iniciando pelo duelo frente ao Uruguai, onde buscará surpreender em Montevidéu, estando apenas três pontos atrás dos uruguaios e da Colômbia, a qual enfrenta no final das Eliminatórias.

