Riot Games e a Luta Contra Trapaceiros em Valorant
A Riot Games está implementando novas medidas para combater a trapaça em Valorant utilizando a tecnologia disponível no Windows 11. Com a obrigatoriedade do suporte a Trusted Platform Module (TPM 2.0), a empresa planeja melhorar sua segurança e endurecer as penalidades contra hackers. Essa mudança visa dificultar a entrada de jogadores banidos no jogo, uma vez que o TPM pode garantir a integridade do hardware utilizado.
Os chips TPM foram projetados para aumentar a segurança e a privacidade dos dados do usuário, além de proteger o hardware da máquina. Com o Windows 11, haverá a exigência de uso desse chip para autenticar computadores, além de fornecer funcionalidades como a criptografia de dados e o armazenamento seguro de senhas. No contexto do jogo, essa abordagem facilitará a identificação e a proibição de equipamentos usados por trapaceiros.
Através do sistema anti-trapaça Vanguard, a Riot Games não apenas proíbe contas que violam as regras, mas também pode banir hardware específico, incluindo componentes do computador. Quando um componente é bloqueado, o TPM reconhecerá a violação e impedirá que Valorant seja iniciado, criando um obstáculo significativo para os trapaceiros.
A boa notícia é que, para jogadores que ainda não possuem um computador compatível com TPM 2.0, a Microsoft assegura que o suporte ao Windows 10 estará disponível até pelo menos 2025. Portanto, aqueles que hesitam em atualizar suas máquinas não precisam entrar em pânico imediato.
Requisitos Adicionais e Controvérsias
De acordo com informações divulgadas pelo Anti-Cheat Police Department no Twitter, além do TPM, os jogadores também precisarão ativar o Secure Boot na BIOS da placa-mãe para jogar Valorant no Windows 11. Essa exigência gerou descontentamento entre os jogadores, muitos dos quais expressaram suas frustrações nas redes sociais. Alguns consideram que a Riot está pressionando os usuários a atualizarem seus PCs, especialmente aqueles com hardware mais antigo que ainda funciona bem.
Outro ponto de discórdia é a alegação de que esse sistema poderá ser burlado. Críticos afirmam que as medidas poderiam prejudicar jogadores honestos, aperfeiçoando a situação para aqueles que buscam trapacear. Apesar das incertezas, a Riot Games já demonstrou resultados positivos na redução de hackers em suas partidas, comparando com outros jogos gratuitos como Counter-Strike: Global Offensive e Call of Duty: Warzone.
Com relação à disponibilidade do TPM, é importante destacar que ele não é um componente raro nos computadores atuais. Muitos processadores modernos da Intel e da AMD já possuem esse módulo incorporado, o que significa que, na prática, a maioria dos usuários não enfrentará dificuldades significativas para atender a esses requisitos.
É válido refletir: a Riot Games conseguirá erradicar a trapaça de forma definitiva com essa nova abordagem? A iniciativa poderá criar um ambiente de jogo mais justo e, em última análise, uma experiência melhor para todos os jogadores?
Vale lembrar que, enquanto muitos jogadores criticam essas mudanças, a evolução da tecnologia continua. O que pode parecer uma barreira para alguns, pode ser o caminho natural rumo a um jogo mais equilibrado e livre de fraudes. O diálogo aberto entre a desenvolvedora e a comunidade é fundamental para garantir que as necessidades dos jogadores sejam atendidas de forma eficaz.
Você, leitor, o que acha dessa iniciativa da Riot Games? Acha que é o preço a pagar para garantir um ambiente melhor em Valorant? Compartilhe suas opiniões conosco e ajude a fomentar essa discussão.
Com informações: PC Gamer.

