5ª Edição do Evento em São Paulo Promovido pela Jornalista Ana Paula Padrão: Debate e Descontração em Prol do Empoderamento Feminino
Em um dia repleto de energia e lições poderosas, o evento “Tempo de Mulher” brilhou em São Paulo. Neste último sábado, dia 7, mulheres de toda a América Latina se reuniram para discutir suas experiências e desafios no mercado de trabalho. Com um ambiente que celebrava a força feminina, o encontro começou ao som de clássicos como Man! I feel like a woman, de Shania Twain, e Run the world (Girls), de Beyoncé.
Promovido pela jornalista Ana Paula Padrão, o evento já está em sua quinta edição, e busca trazer visibilidade a mulheres em posições de liderança e empreendedoras. A iniciativa teve início há 14 anos, norteada pelo objetivo de empoderar mais mulheres a alcançarem patamares altos em suas carreiras.
O espaço foi dividido em dois palcos, onde panelistas discutiram temas de relevância atual para as mulheres no ambiente profissional. Ana Paula Padrão abriu o evento refletindo sobre as diferenças que a educação impõe a meninos e meninas desde a infância. Enquanto os homens costumam ser ensinados a serem ambiciosos, as mulheres frequentemente são incentivadas a serem modestas. Essa constatação traz à tona questões cruciais sobre autoconfiança e a percepção social de ambição.
A jornalista afirmou: “Não sou modesta. E é possível não ser modesta e ser humilde. É possível não ser modesta e também não ser arrogante”. Essas palavras ressoam com a ideia de que a autoconfiança é um ativo importante para a liderança feminina no mercado de trabalho atualmente.
Debates e Reflexões sobre Autoconfiança e Vulnerabilidade
As discussões não se limitaram apenas à ambição e autoconfiança. Muitas palestrantes compartilharam suas experiências pessoais, evidenciando que a crença em si mesma é algo que se constrói ao longo do tempo, muitas vezes enfrentando barreiras sociais e preconceitos. Um dos destaques foi a comunicação Rita Carreira, que fez história ao ser a primeira mulher preta e plus size a aparecer na capa da Vogue Brasil em 2020.
Durante sua participação, Rita enfatizou a necessidade de construção da autoconfiança, particularmente para mulheres negras. “Depois que me tornei mãe, há sete meses, entendi que posso ser vulnerável”, afirmou. Essa vulnerabilidade, conforme ela pontuou, não diminui a força de uma mulher, mas a torna mais humana e autêntica.
Ela compartilhou uma experiência marcante de sua infância: “Quando eu me machucava, me diziam: ‘Olha o seu tamanho, não precisa chorar’. Estou aprendendo aos poucos que não preciso ser forte o tempo todo”. Essa mensagem é um lembrete poderoso de que a força não está apenas na resiliência, mas também na aceitação da fragilidade humana.
A quinta edição do “Tempo de Mulher” abordou temas como autoconfiança, inclusão e saúde mental, criando um espaço onde as participantes podiam discutir questões importantes e, ao mesmo tempo, desfrutar de momentos de leveza. Durante um intervalo do evento, as mulheres tiveram a oportunidade de relaxar em macas de massagem enquanto saboreavam champagne, proporcionando um equilíbrio entre debate e descontração.
Um dos pontos altos do evento foram os painéis de discussão que traziam especialistas de diversas áreas, que compartilharam insights sobre como promover um ambiente inclusivo no trabalho e como as mulheres podem se apoiar mutuamente. A importância da sororidade foi enfatizada, lembrando que a união entre mulheres é fundamental para conquistar espaços de poder.
Embora as conquistas das mulheres nas últimas décadas tenham sido significativas, as palestrantes lembraram que a luta por igualdade e reconhecimento no mercado de trabalho ainda está longe de terminar. O evento foi uma oportunidade não apenas para celebrar os avanços, mas também para reconhecer os desafios que permanecem. A escritora feminista Simone de Beauvoir já dizia que “basta uma crise para que os direitos das mulheres sejam questionados”, o que ressalta a importância de estar sempre alerta e proativa na luta pelos direitos femininos.
Assim, o “Tempo de Mulher” se consagra como um espaço vital para que as mulheres se sintam mais seguras em seu papel como líderes e inovadoras no mercado. Ao se deparar com questões incômodas, as participantes foram encorajadas a continuar lutando e a não deixar que os desafios as desanimem na busca por uma sociedade mais justa e igualitária.
Reflexões sobre o Futuro e o Caminho à Frente
Enquanto o evento se desenrolava, havia uma sensação de renovação e expectativa no ar. As mulheres presentes em São Paulo não eram apenas participantes de um evento; elas eram representantes de uma nova geração de líderes que estão mudando a narrativa sobre o papel feminino no trabalho e na sociedade. À medida que o dia avançava, as discussões se intensificaram e os discursos se tornaram cada vez mais inspiradores.
Além dos debates relevantes e da descontração, o evento fez questão de dar voz às histórias individuais e coletivas. Isso permitiu que as participantes se vissem refletidas nas experiências compartilhadas, criando um senso de comunidade e pertencimento. Muitas mulheres expressaram como se sentiram fortalecidas ao perceber que não estavam sozinhas em suas lutas.
Com esse contexto, o “Tempo de Mulher” se tornou um marco importante na luta pelo empoderamento feminino, não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. Os ideais discutidos e as experiências compartilhadas criaram um espaço onde as mulheres podiam se unir, aprender e, acima de tudo, crescer juntas.
O evento se despediu com um sentimento de esperança e motivação, incentivando cada mulher a continuar a busca por seus objetivos com confiança. O recado final foi claro: é essencial que as mulheres permaneçam ativas e empenhadas para conquistar seu espaço de maneira contínua e firme, lembrando que a jornada pode e deve ser leve e acolhedora, não apenas para elas, mas para todas que caminham ao seu lado.

