Refrescantes delícias de frutas para os animais em São Paulo

A colorful pet-friendly fruit platter featuring fresh slices of watermelon, pineapple, and kiwi placed on a rustic wooden table in a sunny Brazilian park. Photorealistic, 4K, HDR, cinematic lighting, ultra detailed, award-winning photography, studio shot, vibrant colors.

Os animais silvestres em atendimento no Centro de Triagem e Reabilitação (Cetras) do Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, estão recebendo um tratamento especial para minimizar os impactos das condições climáticas dos últimos dias. Ar-condicionado para os filhotes, “picolé” no palito, banho, frutas refrescantes, sombra e muita água fresca são disponibilizados aos bichinhos para reduzir os efeitos das altas temperaturas e do tempo seco.

As medidas foram adotadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) para melhorar o conforto térmico e também como forma de enriquecimento ambiental. “Oferecer frutas em diferentes formatos, texturas e temperaturas é um estímulo importante aos animais na busca por alimentos”, explicou a diretora técnica do Cetras, Sayuri Fitorra.

Um jovem macaco-prego e um sagui-de-tufo-branco têm aproveitado as novidades. Pelo menos uma vez ao dia, eles se lambuzam com uma espécie de “picolé no palito” oferecida pelos tratadores. Esses picolés não são sorvetes de verdade; são pedaços de frutas congelados com água de coco ou suco de fruta. “É um alimento nutritivo e refrescante”, explica Sayuri.

Os jabutis do abrigo também aproveitam o “banquete” de frutas, especialmente quando encontram melancias, uma das preferidas desses bichinhos. Apesar de a espécie não ocorrer naturalmente no estado de São Paulo, estão presentes nas regiões central e nordeste do Brasil. O Cetras recebe esses animais e realiza o trabalho de repatriação ao seu local de origem.

Maternidade

Para garantir um ambiente mais fresco para uma arara adulta que chegou ao local há cerca de três meses, foi improvisada uma cobertura de folhas naturais sobre o viveiro. Com mais sombra, a ave passou a ficar muito mais confortável e curiosa. Ela continua em processo de reabilitação e tem grandes chances de voltar à natureza.

Para o bem-estar dos bichos, são realizadas trocas frequentes de água, colocação de cubos de gelo nas vasilhas, climatização na maternidade e banhos com pulverizadores. Uma iguana, que já está há dois meses no centro, se refresca diariamente com a água que sai do equipamento como se fosse uma chuva. O réptil chegou ao Cetras com queimaduras causadas por lâmpadas de aquecimento, mas já está se recuperando bem.

Essas espécies, assim como a maioria dos animais em atendimento no Cetras-SP, são originárias do tráfico de animais silvestres. “Esse é um dado preocupante. O tráfico de animais é altíssimo no Brasil e só vem crescendo. Estamos sempre em campanha para disseminar informações e contribuir para a conscientização da sociedade sobre a gravidade do problema”, concluiu Sayuri.

  • Total de animais recebidos: 4.040, sendo 3.228 aves, 259 mamíferos, 550 répteis e 3 anfíbios
  • Foram 188 diferentes espécies de animais silvestres
  • Oriundos de apreensões (2.422), entregas voluntárias de animais que estavam em cativeiro irregular (445) e resgates (1.151)
  • Dos animais reabilitados, 78,76% foram destinados para soltura

Aves também recebem tratamento especial no calor.

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