A terceira fase do open banking, sistema digital que visa descentralizar o mercado financeiro, começa a valer a partir desta sexta-feira (29). A partir de uma grande base de dados de clientes, a mudança implementada pelo Banco Central (BC) facilita o uso do Pix para compras online sem que a pessoa precise acessar o aplicativo do banco.
A primeira fase do open banking foi inaugurada em fevereiro de 2021, e a segunda etapa foi lançada em agosto. Neste terceiro estágio do sistema que promete universalizar os dados bancários, o foco está na troca de informações entre instituições de pagamento e bancos. O objetivo é tornar a compra por Pix uma “questão de segundos”, segundo o BC.
Com a terceira fase, quem realizar pagamentos pela internet poderá usar o Pix sem precisar abrir o aplicativo do banco. Ao escolher pagar usando a opção instantânea, o cliente deverá informar a chave — CPF, e-mail, número de celular ou uma sequência aleatória. Depois disso, a instituição de pagamento que está intermediando a compra informa o banco responsável pela conta do comprador para autorizar o débito.
Antes de concluir a compra, o banco enviará uma mensagem com os detalhes da transação ao correntista, assim como é feito ao enviar ou receber um Pix. A compra é finalizada apenas após a autorização do cliente. Portanto, em uma compra online, todo esse processo ocorrerá dentro do site da loja com a terceira fase do open banking.
Essa mudança deve alcançar outras opções de pagamento. O BC prevê adicionar o TED ao open banking, junto a transações de contas do mesmo banco, no dia 15 de fevereiro de 2022. Até lá, o sistema deve evoluir para a quarta fase, que inclui o compartilhamento de informações de instituições financeiras sobre produtos como previdência, seguros e câmbio.
Open banking para empréstimo será em março de 2022
Tudo isso só é válido se o cliente optar pelo compartilhamento. Ele pode não querer que seu banco envie e troque suas informações, mas isso o impede de acessar todas as inovações do open banking, incluindo a possibilidade de pagar pelo Pix dentro do marketplace.
A implementação desta etapa do sistema, criado para universalizar atividades bancárias, foi prorrogada pelo BC a pedido de bancos e fintechs, que alegaram que tinham pouco tempo para atualizar seus sistemas. O mesmo ocorreu com a segunda fase.
O compartilhamento de informações do open banking para propostas de crédito deve entrar em vigor apenas em março de 2022, conforme o planejamento do Banco Central. Com isso, os clientes poderão solicitar empréstimos e outras propostas de crédito em ambientes digitais, e o pedido poderá ser feito a várias instituições financeiras de uma só vez.
Benefícios do Open Banking para os Clientes
Com a expansão do open banking, os benefícios para os consumidores são palpáveis. Os usuários terão mais controle sobre suas informações financeiras e poderão escolher as melhores ofertas disponíveis no mercado. Além disso, o sistema baixa custos e facilita a transparência nas transações financeiras.
Uma das principais vantagens é a possibilidade de comparar rapidamente diferentes produtos e serviços financeiros. Isso torna o processo de tomada de decisão muito mais eficiente e favorece a competitividade entre instituições, que precisam oferecer melhores condições para atrair clientes.
Como Funciona a Transação pelo Pix no Open Banking
Ao realizar uma transação via Pix no contexto do open banking, o usuário deve seguir um fluxo simples e rápido. Após optar pelo pagamento, ele escolhe a chave Pix a ser utilizada, que pode ser seu CPF, e-mail ou número de telefone. Uma vez informada essa chave, a instituição que está gerenciando a transação entra em contato com o banco do cliente para obter a autorização do débito.
Antes da finalização da compra, o banco confirma os dados da transação ao correntista e só após este confirmar, a transação é efetivada. Isso mantém um nível de segurança e proteção ao consumidor, ao mesmo tempo em que acelera o processo de compra.
Desafios e Considerações do Open Banking
Apesar dos benefícios claros, a implementação do open banking não é isenta de desafios. A segurança dos dados é a maior preocupação. Com o maior uso de informações compartilhadas, aumenta o risco de vazamento de dados. Portanto, as instituições devem garantir que possuam protocolos robustos de segurança e privacidade.
Outro desafio é a resistência de alguns consumidores ao compartilhamento de suas informações financeiras. É fundamental que o setor educacional invista na conscientização dos clientes sobre as vantagens do open banking e como essa inovação pode beneficiar suas experiências financeiras.
O Futuro do Open Banking no Brasil
O futuro do open banking no Brasil parece promissor. Com a regulamentação sendo aprimorada e a aceitação crescente por parte dos consumidores, espera-se que mais funcionalidades sejam integradas ao sistema. Isso inclui a adição de serviços financeiros diversificados e mais oportunidades de personalização para adequar as ofertas às necessidades de cada cliente.
O Banco Central tem se mostrado comprometido em promover um ambiente financeiro mais inclusivo e dinâmico. A adesão ao open banking certamente transformará a forma como os brasileiros interagem com o sistema bancário e poderá, no longo prazo, resultar em um mercado mais justo e competitivo.
FAQ sobre Open Banking e Pix
- O que é open banking? Open banking é um sistema que permite o compartilhamento de dados financeiros entre instituições de forma segura, visando facilitar o acesso a serviços bancários.
- Quais são os benefícios do open banking para os consumidores? Os consumidores têm acesso a melhores ofertas, maior controle sobre suas informações e processos de decisão mais ágeis ao comparar produtos financeiros.
- Como funciona a transação por Pix no open banking? O cliente informa sua chave Pix ao realizar uma compra online, e a instituição intermediadora comunica o banco para confirmação do débito.
- É seguro compartilhar meus dados no open banking? Sim, as instituições são obrigadas a seguir protocolos de segurança rigorosos para garantir a proteção dos dados dos clientes.
- O open banking é obrigatório? Não, a adesão ao open banking é opcional e depende da vontade do cliente em compartilhar suas informações.
- Quando o open banking começou no Brasil? A primeira fase do open banking foi implementada em fevereiro de 2021.
- Quais serviços serão incluídos nas futuras fases do open banking? Futuras fases incluirão serviços como propostas de crédito, produtos de seguros e investimentos.
- Qual é a previsão para a implementação do open banking no Brasil? A implementação das diferentes fases do open banking é planejada em etapas, com várias atualizações ocorrendo ao longo dos próximos anos.
O Impacto do Open Banking na Indústria Financeira
Com a implementação do open banking, a indústria financeira está passando por uma transformação significativa. As instituições tradicionais se veem desafiadas a modernizar suas ofertas e serviços, a fim de não perder relevância no mercado. Com a concorrência de fintechs oferecendo soluções inovadoras, a pressão para evolução é intensa.
As novas tecnologias, combinadas com a abertura dos dados, tornam possível a criação de novos produtos financeiros, como contas digitais mais acessíveis e serviços de investimento personalizados. Essa competição saudável promete beneficiar não apenas as instituições, mas também os consumidores, que terão mais opções e melhores condições.
Assim, o open banking representa uma mudança de paradigma no setor bancário, trazendo um futuro mais inclusivo e dinâmico. À medida que novas etapas forem implementadas, a expectativa é que esse sistema traga cada vez mais benefícios aos cidadãos, permitindo um maior controle sobre suas finanças e aumentando a transparência nas transações.

