Mudanças no Google Meet: gravações de vídeo não estarão mais disponíveis em planos básicos

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As ferramentas de ensino remoto se tornaram fundamentais durante a pandemia, com diversas empresas oferecendo recursos gratuitos para apoiar instituições e estudantes em suas necessidades. Contudo, à medida que o ensino presencial retorna, algumas dessas ferramentas, como o Google Meet, começarão a ser cobradas. Entre os recursos que deixarão de ser gratuitos estão a gravação, as breakout rooms e as enquetes.

Essas funcionalidades estavam disponíveis sem custo adicional para usuários dos planos Education Fundamentals e Education Standard desde agosto de 2020. No entanto, a partir de 9 de janeiro de 2022, esses recursos estarão indisponíveis para esses pacotes. O plano Fundamentals é considerado o pacote gratuito do Google Workspace for Education.

Inicialmente, a gravação de vídeo e outros recursos eram parte dos pacotes Teaching and Learning Update e Education Plus. A principal diferença entre estas opções é o número máximo de participantes por reunião: enquanto os planos básicos permitem até 100 participantes, os pacotes superiores permitem até 250 e 500, respectivamente. Adicionalmente, esses planos oferecem monitoramento de presença e cancelamento de ruído, o que é essencial para a qualidade das reuniões.

Fora dos planos educacionais, a gravação de vídeo também está disponível nos pacotes Business Standard e Plus, Enterprise e Essentials, com preços que começam em R$ 54 por mês. Essa mudança foi anunciada no início do mês e os usuários dos planos educacionais do Google Meet receberam avisos por e-mail sobre a nova política de cobrança. Além disso, a página de ajuda da ferramenta foi atualizada com informações sobre a mudança.

Estava bom demais para ser verdade. A partir de 9/1/22, gravar aulas, usar breakout rooms e enquetes no Google Meet só para quem pagar. pic.twitter.com/Tmn1s5xHWL

— Leandro R. Tessler (@leandrotessler) November 26, 2021

Meet cresceu na pandemia, mas Google vem limitando

Com a pandemia de COVID-19, a necessidade de trabalhar e estudar de modo remoto fez com que o Google liberasse o Meet gratuitamente para todos os usuários. Em abril de 2020, a ferramenta registrava uma média de 3 milhões de novos usuários por dia. Esse crescimento acelerado levou à inclusão de muitos novos recursos no Google Meet, como planos de fundo em vídeo, clareamento de imagem, cancelamento de ruído, legendas ao vivo e links rápidos para iniciar chamadas.

Paralelamente, o Google começou a impor limites para os usuários gratuitos. Em julho, por exemplo, o aplicativo passou a limitar reuniões com três ou mais pessoas a apenas 1 hora de duração. Essa mudança, apesar de prevista para setembro de 2020, foi adiada diversas vezes, tendo em vista a prolongada situação da pandemia.

Impacto das mudanças no ensino virtual

A alteração nos termos de uso do Google Meet tem o potencial de impactar diretamente a experiência educacional online. As escolas e universidades que dependem do Google Meet para realização de aulas síncronas e interações em tempo real precisam agora considerar suas opções. Com a limitação de gravação e de funções interativas, a flexibilidade que a ferramenta oferecia ficará comprometida, levando muitos educadores a buscar alternativas pagos ou gratuitas.

Além disso, as breakout rooms, que permitiam dividir os participantes em grupos pequenos para discussões, são consideradas uma das melhores práticas em ensino remoto, pois promovem uma aprendizagem mais ativa. Com a retirada dessa funcionalidade do pacote gratuito, as instituições precisarão reavaliar seus métodos de ensino.

Alternativas ao Google Meet

  • Zoom: Popular entre educadores, o Zoom oferece várias funcionalidades, incluindo salas para grupos e gravações, embora a versão gratuita tenha um limite de 40 minutos por reunião.
  • Microsoft Teams: Integrado ao Office 365, o Teams tem se destacado no ambiente educacional, oferecendo ferramentas para colaboração e interação entre alunos e professores.
  • Jitsi Meet: Uma plataforma de código aberto que permite videochamadas sem necessidade de registro. É uma boa alternativa para quem busca uma solução gratuita e sem limites.

Tendências do ensino remoto

Com as mudanças nas ferramentas online, quais serão as futuras tendências no ensino remoto? É notável que o ensino híbrido ganhou destaque, mesclando aulas presenciais e virtuais. Isso requer que tanto educadores quanto alunos se adaptem a novas dinâmicas.

Além disso, vê-se um aumento significativo no investimento em tecnologias de ensino. Ferramentas que utilizam inteligência artificial, como tutores virtuais e plataformas de aprendizado personalizadas, estão se tornando cada vez mais comuns. Essa migração traz oportunidades e desafios, especialmente em termos de inclusão e acesso à tecnologia.

Preparação para a transição para o ensino híbrido

  1. Treinamento de Educadores: É essencial que professores recebam capacitação para utilizar novas ferramentas e técnicas de ensino.
  2. Infraestrutura: As instituições devem investir em tecnologia adequada, garantindo que todos, tanto alunos quanto educadores, tenham acesso a dispositivos e uma conexão à internet estável.
  3. Feedback Contínuo: Coletar e analisar o feedback de alunos e educadores é vital para aprimorar as práticas pedagógicas e a escolha de ferramentas.

Esse novo cenário de ensino remoto, em transformação constante, mostra que a adaptabilidade será a chave para o sucesso tantao de alunos como de instituições de ensino.

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