O leilão do 5G no Brasil, agendado para ocorrer em 4 de novembro de 2021, representa um marco importante na evolução das telecomunicações no país. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já deu início aos preparativos, divulgando as empresas que manifestaram interesse em adquirir licenças para operar na quinta geração de redes móveis. A expectativa é alta, especialmente com a participação não apenas de gigantes como Claro, TIM e Vivo, mas também de provedores regionais, que buscam diversificar os serviços oferecidos.
Um dos pontos centrais desse leilão é a faixa de 3,5 GHz, que se destaca como a principal para a implementação do 5G. Contudo, a Anatel também pretende licitar outras faixas, como 700 MHz, 2,3 GHz e 26 GHz, que oferece a tecnologia mmWave, conhecida por sua alta capacidade de transmissão. O leilão não se limita apenas à venda de frequências; cada operador que ganhar um lote terá responsabilidades específicas, como a limpeza do espectro da TV aberta via satélite e investimentos em infraestrutura para o programa Norte Conectado.
Claro, TIM e Vivo garantem participação no leilão do 5G
Como era de se esperar, as operadoras tradicionais Claro, TIM e Vivo confirmaram sua presença no leilão do 5G. Estando preparadas há um bom tempo, as empresas já implementaram soluções como o 5G DSS, que permite o uso do espectro de forma compartilhada com as tecnologias anteriores. Tal estratégia visa proporcionar uma transição mais suave e eficaz para a nova geração de conexões móveis.
As operadoras regionais no leilão do 5G
Além das grandes operadoras, um número considerável de provedores regionais decidiu participar do leilão. Confira a lista das empresas que confirmaram suas propostas:
- Algar Telecom
- Brasil Digital Telecomunicações Ltda
- Brisanet Serviços de Telecomunicações SA
- Cloud2U Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda
- Consórcio 5G Sul
- Fly Link Ltda.
- Highline (por meio da NK108 Empreendimentos e Participações)
- Iniciativa 5G Brasil (com Mega Net Provedor de Internet)
- Neko Serviços de Comunicações e Entretenimento e Educação Ltda
- Sercomtel
- VDF tecnologia da Informação Ltda
- Winit II Telecom Ltda.
Empresas como Algar e Sercomtel já operam no setor de telefonia celular e, portanto, sua participação não foi uma surpresa. No entanto, a entrada da Highline chamou a atenção. A empresa pretende criar uma rede neutra que permitirá vender infraestrutura no atacado para pequenos provedores de internet. Isso promete fomentar uma concorrência saudável, especialmente considerando que a Winit II Telecom também está buscando um modelo de negócios semelhante.
No total, são quinze operadoras interessadas nas licenças, o que inclui dois consórcios formados por pequenos provedores que se uniram com o objetivo de adquirir espectros. Um destaque entre esses players é a Brisanet, que já é uma concorrente relevante na região Nordeste em termos de banda larga por fibra óptica e está disposta a investir no 5G.
Oi está fora do leilão do 5G
A participação da Oi no leilão estava em dúvida, mas sua ausência já era esperada. Em dezembro de 2020, a operadora vendeu sua unidade de telefonia móvel para seus concorrentes, Claro, TIM e Vivo, e está aguardando a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Anatel. Apesar de não estar no leilão, a Oi já demonstrou interesse em adquirir a faixa de 26 GHz, que poderia ser utilizada para melhorar suas operações de internet fixa.
A licença dessa frequência permite a prestação de serviços de banda larga fixa sem fio, facilitando a expansão do projeto Oi Fibra. Porém, a Oi pode optar por utilizar a infraestrutura das outras operadoras, tornando-se uma operadora móvel virtual, ou até mesmo firmar parcerias com redes neutras como as que estão sendo propostas pela Highline ou Winit II.
O avançar do leilão do 5G promete não apenas a modernização da telefonia móvel, mas também um leque de oportunidades para ampliar a conectividade em diferentes regiões do Brasil. A diversificação dos participantes poderá intensificar a concorrência e, consequentemente, beneficiar os consumidores com melhores serviços e preços mais competitivos.

