Quando Marisel Garcia começou a ter problemas com seu laptop, enquanto visitava seus amigos na cidade de Gainesville (Florida), ela não imaginava a dor de cabeça que um simples problema técnico poderia causar.
Seus amigos lhe indicaram um jovem chamado Craig Matthew Feigin, de 23 anos, que estudava na Universidade da Florida e era muito conhecido por suas habilidades com computadores. Ele era o tipo de pessoa que se destacava no mundo da tecnologia.
Algumas semanas mais tarde, com o aparelho já em mãos, Marisel começou a perceber que a bateria do notebook já não era mais a mesma. Ela notou também que uma certa luzinha se acendia todas as vezes que ela se aproximava do aparelho. Algo não cheirava bem.
Seu amigo logo constatou o inesperado: seu notebook estava com spywares.
Diferente de simples keyloggers, os softwares instalados não eram apenas para capturar dados pessoais. Craig estava interessado em ver mais do que senhas de internet banking.
Os softwares Log Me In e Web Cam Spy Hacker capturavam fotos com a webcam do notebook sempre que alguém se aproximava dele, e depois essas fotos eram enviadas para o servidor de Craig.
Faz a cagada e assina a obra. Esperto ele, não?
Nesse meio tempo, cerca de 20 mil fotos foram capturadas pela webcam de Marisel. Obviamente, ela aparecia nua em muitas destas fotos. Não só ela, como algumas de suas amigas.
No final das contas, o rapaz passou uma noite na cadeia e foi obrigado a pagar uma multa de 20 mil dólares. Para completar, ele confessou que instalou os mesmos softwares no computador de outras mulheres, e ainda corre o risco de ser preso por mais de uma noite por isso.
Agora me diz, o que leva um cara a fazer uma coisa dessas? Se ele fizesse aquele estereótipo de nerd americano, maltratado na escola, e depois cresce e vira vilão de histórias de super-herói, ainda daria para entender. Mas pela foto, ele até que parece um cara normal.
Eu disse ‘parece’.
Moral da história: ele aprendeu que, apesar de suas habilidades superiores em relação aos réles mortais mundo afora, espiar o buraco da fechadura é mais prático e menos embaraçoso. Já Marisel aprendeu que a tal luzinha que se acende quando alguém chega perto do notebook indica que a webcam está ligada.
E uma coisa ainda permanece sem sentido. Por que o sujeito configuraria o software para tirar uma foto sempre que alguém chega perto do notebook? Quando a mulher fosse fazer algo privado, não estaria grudada no computador, certo?
Ok nerds, ignorem a última pergunta.
Este caso levanta questões importantes sobre privacidade e segurança digital. É fundamental estar sempre atento às configurações de nossos dispositivos e garantir que nenhum software malicioso esteja instalado, especialmente em equipamentos que podem ser usados em ambientes públicos.
Resultado. O que era para ser uma simples ajuda de um amigo se transformou em um pesadelo para Marisel, que agora vive com o medo de que suas fotos possam ser espalhadas na internet. Isso demonstra a seriedade dos crimes digitais e a necessidade de se conscientizar sobre a proteção de nossos dados pessoais.
Se você já teve experiências semelhantes, ou conhece alguém que passou por isso, compartilhe sua história. A troca de informações pode ajudar muitos a ficarem mais atentos a essas situações.

