A Apple novamente mostra sua força no mercado de smartphones ao alcançar a liderança global no primeiro trimestre de 2025, marcando 19% de participação, impulsionada principalmente pelo lançamento do iPhone 16e e pela expansão em mercados emergentes. Segundo dados da consultoria Counterpoint, essa é a primeira vez que a empresa da maçã se destaca neste período, superando concorrentes como Samsung e Xiaomi, que também têm seus próprios desafios e avanços.
Enquanto isso, a Samsung ficou em segundo lugar, com 18% do mercado, enfrentando uma queda de 5% nas vendas, mesmo com a introdução de sua nova linha Galaxy S25. A Xiaomi, embora com um crescimento moderado de 5%, alcançou 14% de participação de mercado, focando na expansão de sua presença em novos mercados, além do sucesso no segmento premium do mercado chinês.
Como o iPhone 16e levou a Apple à liderança?
Historicamente, a Apple tende a registrar desempenhos de vendas muito mais robustos no quarto trimestre, período que coincide com o lançamento de novos modelos de iPhones. Porém, o iPhone 16e, que chegou ao mercado em fevereiro, mudou essa dinâmica. Com um preço de venda de US$ 599 nos EUA e R$ 5.799 no Brasil, o dispositivo se posiciona como a opção mais acessível na linha da Apple.
Essa estratégia permitiu à empresa superar suas concorrentes e conquistar novos públicos em regiões onde anteriormente não tinha tanta presença. De acordo com a Counterpoint, a Apple experimentou um crescimento de dois dígitos em países como Japão, Índia, Oriente Médio e várias nações do Sudeste Asiático. Globalmente, a companhia reportou um crescimento de 5% nas unidades despachadas em comparação ao mesmo período de 2024.
Entretanto, enquanto os mercados emergentes veem ascensão, localidades prioritárias como os EUA, Europa e a China mostraram um desempenho estável ou até mesmo em declínio. Isso exemplifica como o iPhone 16e se tornou uma peça-chave na estratégia da Apple, movimentando não apenas suas vendas, mas também sua imagem em mercados menos explorados.
Como ficaram as concorrentes?
O relatório da Counterpoint também traz insights sobre como se comportaram outras marcas no competitivo cenário dos smartphones. A Samsung, por exemplo, ficou com 18% de participação, apresentando uma queda significativa de 5% em unidades despachadas em comparação ao ano anterior. Apesar disso, o lançamento da linha Galaxy S25 começou a gerar alguma reação no mercado, embora as vendas tenham demorado a decolar. O Galaxy A e suas variantes também ajudaram a rebater um pouco a queda geral no segmento de premiums.
Por sua vez, a Xiaomi figura como uma marca em crescimento, atingindo 14% do mercado. Essa expansão se deve, em grande parte, ao sucesso de suas vendas em novos mercados e ao fortalecimento de sua imagem no segmento premium na China, onde a marca está conquistando reconhecimento.
É interessante observar que a Xiaomi está diversificando seu portfólio, abrangendo até o setor de veículos elétricos, o que pode aumentar ainda mais sua reputação e, por consequência, impulsionar suas vendas de smartphones e outros produtos.
Além da Xiaomi, a Vivo, que atualmente não está associada à operadora brasileira, também mostrou crescimento, atingindo 8% do mercado e apresentando um aumento de 6% nas unidades vendidas. A empresa, segundo a consultoria, teve sucesso devido à alta sua atuação em mercados emergentes e à forte presença no mercado chinês, onde está começando a se estabelecer.
A Oppo, fechando o top 5, apresentou 8% de participação de mercado, embora tenha registrado uma leve queda de 1% nas unidades despachadas, apesar do aumento em regiões como a Índia, América Latina e Europa.
Entre as demais marcas, a Counterpoint menciona a Huawei, que continua a ser um ator importante no mercado chinês, assim como Honor e Motorola, que têm se destacado em outras partes do mundo, apesar dos desafios enfrentados. Este cenário ilustra como a competição está cada vez mais acirrada e como cada marca está buscando sua própria estratégia para se destacar.

