O Windows XP está celebrando seu 20º aniversário: lançado em 25 de outubro de 2001, este sistema operacional transformou a experiência de tantos brasileiros, servindo como a porta de entrada para muitos novos usuários de computadores. Lembranças como o papel de parede das colinas verdes e a interface colorida são um símbolo dessa era. Além disso, a inclusão de programas como o MSN Messenger contribuiu para marcar uma geração de internautas.
Um aspecto que sempre me chamou a atenção sobre o Windows XP foi um vídeo – agora um clássico da internet – no qual uma cliente expressa seu descontentamento com a Microsoft. Este vídeo, assistido por muitos, destaca a confusão e os sentimentos gerados pelo sistema e pela validação do produto. Você se lembra da validação do Windows Genuine Advantage (WGA)? Esse sistema foi introduzido para combater a pirataria e garantiu que apenas cópias autênticas recebiam suporte e atualizações adequadas.
Se a sua cópia do Windows fosse considerada não original, você veria um ícone azul de estrela e uma mensagem indicando que poderia ter sido vítima de falsificação. Caso isso acontecesse, o acesso ao Windows Update seria restrito, exceto para atualizações críticas de segurança. Esse é o pano de fundo que leva à famosa conversa entre a cliente e o atendente da Microsoft, que muitos de nós ainda lembramos com um sorriso no rosto.
O vídeo icônico do Windows XP em quatro atos
Ato 1: A Estrelinha Está Me Incomodando
Roberto: Microsoft, Roberto Pereira, boa tarde. Com quem falo, por gentileza?
Kátia: Você fala com Kátia.
R: Boa tarde, senhora Kátia, é o primeiro contato com a Microsoft ou já possui cadastro?
K: Não, já… eu já fui… já contatei com relação… com vocês ontem, mas eu não me cadastrei.
R: Ah, a senhora não fez cadastro?
K: Não. Acho que não… Não, não fiz, não.
R: Podemos checar! Qual é o seu nome completo, e-mail e telefone?
K: Não, então, então eu não fiz (riso nervoso). Não, então eu não fiz. Se deu o nome completo, eu não fiz, então.
R: OK. Já…
K: Eu queria saber como é que eu faço pra tirar essa estrelinha porque ela está me incomodando. O computador já tá dando problema com relação a essa estrelinha.
Ato 2: Não Foi Avisado Que Seria Um software
K: Vai ter que fazer cadastro… Mãe, vai ter que cadastrar. Não, meu, eu só quero saber, entendeu? (Ruídos da mãe ao fundo) Eu só quero saber, porque vocês mandaram para mim como uma atualização…
R: Sim.
K: E ontem, eu falei com um rapaz, né, na… acho que foi em outro lugar lá que eu falei com um atendente, ele me disse que isso era um software, certo? Aí depois a Natália disse que não era um software, que era um programa que instalaram mesmo, e que conforme o tempo, o meu computador não vai ter mais atualização nenhuma. E eu quero tirar isso porque eu quero atualizar. Eu só quero saber como é que tira, não vou me cadastrar em porcaria nenhuma, eu só quero saber como é que tira.
R: Senhora, sem eu efetuar a abertura do seu chamado, não tem como a gente proceder e nem transferir a ligação para nenhum setor.
K: Como não? Como não?
R: Esse é um processo, senhora. A senhora quer ser auxiliada? A senhora tem que seguir os padrões dentro… (inaudível)
K: E quais são os padrões… pra vocês mandarem pra mim um software sem eu querer, vocês não precisaram de padrão nenhum, então…
Ato 3: Eu Fui Ludibriada Pela Microsoft
Mãe da Kátia: Alô?
R: Sim, senhora, estou aqui na linha, é o Roberto da Microsoft.
M: Ah, Roberto, ah sim, é minha filha que tava falando com você. É o seguinte, Roberto: mandaram alguma coisa pro meu computador, certo?
R: Sim.
M: Como uma atualização, certo?
R: Sim.
M: Então eu já fui enganada nisso, certo? Aí já fui ludibriada pela Microsoft. Agora tem uma estrelinha aqui, diz que não vou mais poder fazer atualizações no MEU computador que EU paguei, eu não roubei, certo? Vocês mandaram… Agora precisa ter padrão pra quê, filho? Se pra mandar essa burusqueta, essa b****, esse c***** dessa estrela, vocês não precisaram de padrão nenhum?
Ato 4: Baixo Calão É O C*****
R: Enquanto a senhora não falar menos palavrões…
M: Não, filho, não, filho…
R: … e não seguir…
M: Eu falo palavrão porque eu estou na minha CASA, no meu TELEFONE! E eu não pedi nada pra você! Estou te falando, tô te pedindo pra fazer o SEU SERVIÇO! Eu não tô te pedindo nada não, filho, eu não fui na tua casa pedir dinheiro pra comprar nada, não! Eu nem te conheço! Eu só quero que vocês tirem uma coisa que vocês puseram no meu computador.
Este diálogo gera reflexão sobre as práticas de atendimento ao cliente, a comunicação em situações de conflito, e a relação entre consumidores e empresas. Se você já passou por uma situação similar, como se sentiu?
Para mais informações sobre utilizar sistemas operacionais e suas intricadas nuances, não deixe de conferir mais conteúdos. Aqui é sempre uma boa prática buscar o conhecimento certo e se informar.

