Militar acolhe cão da Polícia Militar de São Paulo após aposentadoria

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Os cães farejadores da Polícia Militar de São Paulo são verdadeiros aliados no combate ao crime. Com habilidades excepcionais de olfato, eles desempenham um papel crucial em diversas operações. Contudo, assim como os profissionais da corporação, esses cães também têm um tempo limitado de serviço. Após seis a oito anos de atividades, eles são aposentados e, em muitos casos, adotados por seus tutores.

Um exemplo notável é o cão farejador Tank, que se destacou no 5º Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). Ele foi adotado pelo cabo Marcos Silva, com quem compartilha uma forte amizade desde 2019. A trajetória de Tank começou em maio de 2018, quando foi acolhido pelo policial, que já estava valorizando o trabalho de cães farejadores na PM há mais de uma década. “Eu vi que ele tinha tudo para se destacar: era curioso e ativo”, relata o cabo.

Após um rigoroso treinamento de dez meses, Tank se tornou parte da equipe. Ele participou de diversas operações relevantes, incluindo a localização de “casas bombas” usadas por traficantes. A atuação de Tank foi instrumental na apreensão de mais de duas toneladas de drogas, o que solidificou seu papel como um verdadeiro herói canino.

Agora aposentado, Tank não apenas desempenha a função de um cão de trabalho, mas também se tornou um membro amado da família de Marcos. “Ele é um parceiro indispensável no meu dia a dia”, afirma o cabo, enfatizando a importância da adoção e do vínculo que se forma entre o animal e seu tutor.

Cães farejadores e o combate à criminalidade em São Paulo

Desde 1909, a Polícia Militar de São Paulo conta com cães farejadores, um legado que começou com a vinda de 12 cães alemães ao Porto de Santos. Esses animais têm sido fundamentais no combate ao tráfico de drogas e na manutenção da segurança pública. O canil mais recente, fundado em 2019 no bairro Tremembé, abriga atualmente 40 cães, além de 27 canis setoriais, totalizando 269 cães policiais em todo o estado.

Esses cães são treinarados para desempenhar uma variedade de funções, como:

  • Localização de drogas;
  • Detecção de explosivos;
  • Varreduras de segurança;
  • Acompanhamento de autoridades;
  • Busca e localização de pessoas desaparecidas.

No ano de 2023, até julho, os cães realizaram 281 varreduras para detectar drogas e explosivos em todo o estado, resultando na apreensão de mais de 318 toneladas de entorpecentes. Esse êxito se deve ao treinamento intensivo que os cães recebem desde filhotes, onde aprendem a identificar os diferentes cheiros associados a drogas e explosivos.

Adotar, um gesto de compaixão

Quando chega o momento da aposentadoria, os cães farejadores frequentemente permanecem com seus adestradores devido ao forte vínculo que foi criado ao longo dos anos. Caso o adestrador não possa adotar o animal, a prioridade na adoção é dada a outros policiais do canil. Se ainda houver cães disponíveis, as vagas são abertas para a população.

As famílias interessadas na adoção devem entrar em contato com o batalhão de Choque. É importante ressaltar que todos os cães em busca de adoção recebem cuidados adequados, como acompanhamento veterinário regular e oferta de um ambiente seguro e saudável.

A adoção representa um gesto de compaixão que permite que esses animais, que dedicaram anos de suas vidas à segurança pública, encontrem um novo lar, onde continuarão a ser amados e cuidados.

Além do cão Tank, muitos outros farejadores também aguardam um novo lar. Cada um com sua história e contribuições únicas, esses cães representam um compromisso não só com a lei, mas também com o bem-estar da sociedade.

A amizade e o respeito entre os cães e seus tutores são características que fazem deste programa de adoção algo muito especial. Cães como Tank e Maximus, que têm um passado de serviço na polícia, merecem uma segunda chance em um ambiente familiar amoroso.

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