Mudanças na Solicitação de Navegador Padrão do Microsoft Edge em Vários Países

A close-up view of the Microsoft Edge browser logo on a computer screen with various country flags in the background, representing global browser settings, photorealistic, 4K, HDR, cinematic lighting, ultra detailed, award-winning photography, studio shot, vibrant colors.

A Microsoft está promovendo mudanças significativas que afetam como os usuários da União Europeia podem escolher e utilizar navegadores padrão em seus dispositivos com Windows 10 e 11. Essas mudanças são uma resposta direta à Lei de Mercados Digitais (DMA), que visa assegurar maior concorrência e liberdade de escolha no setor digital.

Recentemente, a empresa anunciou que agora os usuários poderão selecionar um navegador padrão de forma mais ampla, permitindo que diferentes tipos de links e arquivos sejam abertos pelo navegador escolhido. Além disso, há a possibilidade de desinstalar completamente o Microsoft Edge, com exceção dos aplicativos web progressivos (PWAs), e remover a Microsoft Store. Essa opção de remoção deverá estar disponível até o final de 2025.

Essas novidades já estão em teste com participantes do programa Windows Insider e serão implementadas de forma gradual para todos os usuários. Isso traz um alívio para muitos, que se sentem limitados pela presença obrigatória do Edge nos sistemas da Microsoft.

O que muda na escolha do navegador padrão?

Até agora, ao definir um navegador como padrão no Windows, as configurações se restringiam à abertura de links http, https e arquivos com extensões .htm e .html. De forma ampla, a nova atualização permite que os usuários definam um navegador para controlar a abertura de uma variedade maior de arquivos e protocolos, incluindo ftp, .xml, .svg, .mhtml, .xhtml e .shtml. Isso significa que, ao escolher um navegador, o usuário pode garantir que todos os tipos de arquivos sejam abertos com a aplicação de sua escolha, desde que o navegador escolhido esteja preparado para lidar com esses formatos.

Além disso, ao tornar um navegador padrão, o Windows automaticamente criará um atalho na barra de tarefas, aumentando a acessibilidade para o usuário. Essa função, no entanto, poderá ser desativada se o usuário não desejar essa configuração.

Outro ponto interessante é a nova possibilidade de definir um navegador como padrão para abrir arquivos em formato .pdf. Anteriormente, essa função não estava amplamente disponível e agora será um recurso acessível a todos os navegadores que suportam essa funcionalidade.

Dá para desinstalar o Edge?

Com as novas normas em vigor, os usuários do Espaço Econômico Europeu não serão mais pressionados a reverter para o Microsoft Edge após a sua remoção. Isso é uma mudança significativa, pois a presença do Edge era uma constante até então. A única exceção para esta remoção são os aplicativos web progressivos (PWAs), que requerem o Edge para funcionar adequadamente.

Além disso, a Microsoft está trabalhando para permitir que os usuários possam remover a Microsoft Store de seus dispositivos Windows 10 e 11 numa futura atualização. Vale ressaltar que, mesmo que o usuário escolha desinstalar a loja, os aplicativos já instalados vão continuar recebendo atualizações normalmente, garantindo que os serviços não sejam interrompidos.

Essas atualizações estão sendo implementadas de forma gradual. Primeiramente, elas serão disponibilizadas para os usuários que participam do programa Windows Insider. Após esse período de testes, as melhorias serão estendidas para aqueles que utilizam versões estáveis do Windows.

E no Brasil?

Enquanto isso, no Brasil, as alterações ainda não foram anunciadas. Contudo, é importante destacar que a pressão regulatória por parte de entidades europeias sobre as gigantes da tecnologia está aumentando, exigindo que as empresas ofereçam mais liberdade aos usuários no que diz respeito aos serviços e software que utilizam diariamente.

Atualmente, não há informações disponíveis sobre a implementação dessas mudanças no cenário brasileiro. Porém, a tendência de maior liberdade de escolha pode ser esperada em um futuro não muito distante, sobretudo diante da crescente demanda por transparência e competitividade no mercado digital.

O cenário global está mudando e, com o tempo, é possível que essas transformações também cheguem a outros países, incluindo o Brasil, promovendo uma experiência mais flexível e personalizada para os usuários do sistema Windows.

Compartilhe nas Redes: