O Papel Fundamental do Agronegócio em São Paulo
No último sábado (21), São Paulo celebrou o Dia do Fazendeiro, uma data que reforça a relevância do setor agropecuário para a economia do estado. O agronegócio paulista se destaca não apenas pela sua produção abundante, mas também pela sua busca constante por práticas sustentáveis. Os homens e mulheres do campo são fundamentais para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico de São Paulo.
Atualmente, as políticas públicas voltadas para o agronegócio estão em constante evolução. O Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, anunciou um crédito rural histórico de R$ 300 milhões. Além disso, foram criadas linhas de crédito específicas, como o Pró Trator, que destina R$ 60 milhões, e o Agro Mulher SP, com R$ 10 milhões.
Medidas Emergenciais e Recuperação de Perdas Agrícolas
Com a lembrança das dificuldades enfrentadas durante uma das piores estiagens da história, onde incêndios causaram prejuízos estimados em R$ 2 bilhões, o Governo de São Paulo tem tomado medidas urgentes para apoiar os produtores rurais. Em agosto, um pacote de R$ 10 milhões foi lançado para socorrer os afetados por incêndios florestais. Através do Feap, os produtores podem acessar até R$ 50 mil de crédito, sem juros, para custear despesas de manutenção e recuperação de suas lavouras.
O produtor de soja Vicente Lima, de Lucélia, expressou sua gratidão pelo apoio recebido. “O crédito chegou na hora certa e nos permitiu acreditar na recuperação da nossa produção”, afirmou. O Governo de São Paulo, por sua vez, estabeleceu quatro diretrizes para as ações de emergência: crédito, segurança jurídica, recuperação de moradias e descontos em itens necessários para a reconstrução de propriedades agrícolas.
Embora as condições climáticas desafiadoras tenham afetado a produtividade, elas também destacaram a importância do seguro rural nas políticas públicas. Neste contexto, o estado lançou o maior seguro rural de sua história, totalizando R$ 100 milhões, como forma de proteção aos produtores.
Inovações e Incentivos para o Agronegócio
Além das linhas de crédito e seguros, a Secretaria de Agricultura anunciou um plano de incentivo à irrigação, uma solução que pode mitigar os impactos das estiagens recorrentes. O secretário, Guilherme Piai, comentou sobre a necessidade de inovar e investir em tecnologia hídrica. “Em um estado com boas reservas hídricas, não podemos depender exclusivamente da chuva”, destacou. Para isso, será criada a Câmara Temática de Irrigação Sustentável, que reunirá representantes da cadeia produtiva para desenvolver políticas eficientes.
O registro alarmante de focos de calor, que subiu 386% entre janeiro e agosto deste ano, evidencia a urgência de ações. O Governo já destinou quase R$ 1 bilhão para atender agricultores afetados pela estiagem, somando recursos do Feap e do Fundo de Investimentos de Cadeias Agroindustriais (Fiagro).
As ações estendem-se também aos pequenos agricultores. Em julho, a Secretaria liberou R$ 5 milhões para os produtores de batata-doce e mandioca, que enfrentaram dificuldades devido à falta de chuvas. “Estamos comprometidos em apoiar as comunidades do campo, utilizando as linhas de crédito como um dos instrumentos de auxílio”, afirmou Guilherme Piai.
Orientação e Prevenção de Incêndios
A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) realiza um trabalho contínuo com orientações para a prevenção de incêndios. Durante o período de estiagem, é essencial que os produtores evitem o uso do fogo para limpeza de terrenos e manejo. A especialista ambiental Carolina Matos aconselha a realização de aceiros e a manutenção rigorosa das propriedades para evitar incidentes.
Essas ações do Governo de São Paulo são fundamentais para assegurar que os produtores rurais possam prosseguir com suas atividades, garantindo o desenvolvimento do setor e a produção de alimentos de qualidade. “As linhas de crédito refletem o potencial do nosso agronegócio. Estamos construindo um futuro promissor em termos de produtividade e preservação ambiental”, finaliza Piai.

