Descubra os Sabores Inovadores dos Vinhos de Oregon

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O aroma do vinho Big Salt foi potencializado pelo processo de cofermentação, revelando uma nova dimensão de sabores que tem conquistado paladares. Este produto inovador traz uma experiência sensorial ímpar, e sua criação é fruto de uma busca por excelência e singularidade no universo dos vinhos.

A primeira vez que Vonda Freeman, diretora de programas de bebidas do The Indigo Road Hospitality Group, experimentou o Big Salt, foi envolta por uma sensação única. “Eu senti o aroma, achei bonito, experimentei e então parei. Porque era tão bonito logo de início e tão expressivo”, conta. Essa percepção inicial é apenas uma amostra do que o Big Salt representa.

O que é a cofermentação?

O Big Salt foi lançado em 2016 pelos fundadores da vinícola Ovum, John House e Ksenija Kostic House, como uma extensão de seu trabalho no Oregon. A cofermentação, caracterizada pelo processo de fermentar diferentes variedades de uvas juntas no mesmo tanque, é uma prática que permite resultados sensoriais mais complexos e intrigantes.

John House destaca que “na época, todos os meus vinhos preferidos e os que eu bebia na Espanha eram de cofermentações, mas de vinhedos plantados no início dos anos 1900”. Essa inspiração o levou a experimentar um estilo de vinificação que poderia ser feito em seu vinhedo, apesar da falta de vinhas centenárias.

Inspiração e Experimentação

Durante uma conversa com Raul Perez, renomado enólogo espanhol, surgiu a ideia de fermentar vinhos de diferentes vinhedos juntos. Essa conversa foi o estopim para a ousadia que resultou no Big Salt. Com a intenção de criar um vinho que fosse verdadeiramente único, House começou a jornada de descobertas.

Ele sabia que os vinhos existentes no mercado não atendiam à sua visão e, por isso, decidiu arregaçar as mangas e cometer a experimentar com a cofermentação. “Ksenija provou e notou que era incrivelmente aromático, muito mais complexo do que se tivéssemos feito um blend convencional”, conta. Essa complexidade aromática foi um divisor de águas na produção do Big Salt, elevando o vinho a um novo patamar.

A Filosofia do Vinho

John House compara o processo de criação do Big Salt a gravar uma música ao vivo, ressaltando a autenticidade e espontaneidade que este vinho traz. “O vinho é o que é. É de alta qualidade porque vem de vinhedos premium, cultivados com cuidado”, afirma. O preço acessível do Big Salt o torna ainda mais atraente, custando apenas US$ 20 (cerca de R$ 114 na cotação atual).

A recessão dos sabores tradicionais é rompida pela inovação que cada garrafa do Big Salt proporciona. Desde seu lançamento, a marca se expandiu e apresentou novos rótulos, como o PNK Salt e o Big Salt Orange Rosé, que já estão disponíveis em algumas unidades do Whole Foods. Apesar do sucesso crescente, a proposta do vinho ainda carrega uma certa exclusividade e originalidade, que encanta os conhecedores.

A Recepção do Mercado

Mesmo com o aumento na popularidade, o Big Salt ainda provoca reações sutis entre os enófilos. “Vi uma frase no site deles, que diz: quando você bebe um dos vinhos da Ovum, eles querem que seja como ouvir rádio AM em estéreo. É um retorno às raízes, mas que chama sua atenção”, comenta Freeman. Essa afirmação reflete a verdadeira essência que a marca busca transmitir.

O sucesso do Big Salt não é apenas uma questão de sabor; é um verdadeiro testemunho de uma nova filosofia de vinificação. A cofermentação não é apenas uma técnica, mas uma maneira de honrar a tradição enquanto que se avança para o futuro. O trabalho artesanal e a paixão de House e Ksenija são evidentes em cada gole, fazendo do Big Salt um vinho que provoca reflexões e apreciação.

O Impacto da Cofermentação na Viticultura Moderna

A cofermentação tem sido uma prática que, embora mais conhecida na Europa, começa a ganhar espaços nos vinhos da Nova Mundo, especialmente nos EUA. Este método não é apenas uma técnica de produção, mas também uma forma de impulsionar a biodiversidade nas vinhas, permitindo que diferentes variedades interajam e se complementem.

As combinações de uvas não só resultam em aromas e sabores mais complexos, mas também revelam o potencial das uvas cultivadas em regiões menos reconhecidas para o vinho. O Oregon, por exemplo, é frequentemente visto como um polivalente em comparação ao famoso Vale do Willamette, mostrando uma diversidade que merece ser explorada.

A busca pela autenticidade tem levado vinicultores como House a repensar suas abordagens e formas de expressão no vinho. As técnicas modernas, quando combinadas com tradições ancestrais, podem resultar em vinhos que não são apenas bons, mas excepcionais.

Curiosidades Sobre Vinhos Cofermentados

  • Os vinhos cofermentados frequentemente têm perfis de sabor mais profundos e complexos.
  • A técnica permite que as uvas desenvolvam sinergia entre si, criando novos sabores que não seriam possíveis em uma vinificação convencional.
  • Vinícolas que adotam a cofermentação frequentemente criam produtos que são não apenas únicos, mas também muito respeitados no mercado.
  • A abordagem pode reduzir custos de produção, uma vez que o processo simplifica algumas etapas da vinificação.

Com a demanda por vinhos artísticos e que contem uma história, a cofermentação está rapidamente se tornando uma tendência no setor vitivinícola. Com a liberdade criativa que isso oferece, vinicultores podem experimentar e desenvolver produtos que genuinamente se destacam nas prateleiras.

Para Onde O Big Salt Está Indo

O Big Salt não é apenas um vinho de sucesso, mas também um reflexo de uma mudança maior na indústria. Com uma abordagem voltada para a sustentabilidade e a expressão do terroir, a marca está se posicionando como um defensor da inovação no mundo do vinho. O futuro parece promissor, tanto para a Ovum quanto para a valorização da cofermentação no cenário global.

Esta jornada está longe de acabar, e cada garrafa de Big Salt representa um passo em direção a uma nova compreensão do que significa criar um vinho.

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