No mundo corporativo, diversas crenças prejudiciais podem impactar negativamente o sucesso dos negócios. Um dos mitos persistentes é a ideia de que somente grandes corporações precisam se preocupar com a gestão de pessoas. Na verdade, independentemente do porte da empresa, é vital buscar maneiras de aprimorar esse aspecto. Em pequenas e médias empresas, a proximidade entre colaboradores e gestores cria expectativas distintas sobre as relações de trabalho. Falhar em compreender e atender essas expectativas gera reflexos negativos no engajamento e motivação da equipe.
Neste artigo, você descobrirá como melhorar a gestão de pessoas em pequenas e médias empresas, assegurando que seus colaboradores tenham as condições ideais para utilizar todo o seu potencial em benefício do negócio. Confira as atitudes mais relevantes.
Definir planos de cargos e salários
A ação fundamental para uma gestão de pessoas eficaz é a definição de planos de cargos e salários. Em outras palavras, é essencial estabelecer critérios que regulam a ocupação de cargos, as atribuições e responsabilidades de cada função, além do salário correspondente.
Documentar essas informações de forma objetiva e transparente aumenta a confiança dos colaboradores nos gestores, mostrando que não existem favorecimentos. Por exemplo, se dois auxiliares financeiros desejam promoção a analista financeiro, ambos devem atender aos mesmos critérios. Independentemente de quem consiga a vaga, o salário estabelecido será o mesmo.
Para negócios de pequeno e médio porte, é crucial combater a imagem — nem sempre verdadeira — de que o progresso na carreira depende mais da vontade dos gestores do que da capacidade individual. Portanto, se sua empresa ainda não possui um plano de cargos e salários sólido, isso pode ser uma barreira à atração e retenção de talentos.
Focar na atração de talentos
Empresas menores frequentemente encaram a contratação de funcionários como uma atividade burocrática, enquanto esta deveria ser vista como uma estratégia. A contratação não se resume apenas a postar uma vaga e selecionar currículos, mas envolve esforços para garantir que novos colaboradores sejam profissionais de alto potencial.
Considerando que as pessoas são o principal ativo de qualquer organização, formar uma equipe qualificada aumenta o valor do negócio. É vital focar na atração de talentos, pois profissionais qualificados geralmente têm várias opções para escolher. Assim, durante o processo seletivo, é essencial que os candidatos tenham oportunidades para conhecer a empresa e, ao final, optem por ela.
Além disso, ao criar um processo de seleção mais abrangente, você não apenas garante a contratação de pessoas bem qualificadas, mas também identifica aquelas que compartilham os valores e a missão da empresa. Essa compatibilidade é fundamental para que a relação entre os colaboradores e a organização seja duradoura.
Aprimorar a retenção
Imagine o cenário: você investiu tempo e recursos criando um processo de seleção para atrair os melhores talentos. Contudo, após um ou dois anos, esses profissionais saem, muitas vezes para concorrentes. Esse cenário é prejudicial em vários aspectos. Portanto, a gestão de pessoas deve incluir estratégias focadas na retenção de colaboradores.
A comunicação é a chave para essa retenção. Falar e, principalmente, ouvir os colaboradores é essencial para entender suas expectativas, necessidades e dificuldades. Nesse aspecto, pequenas e médias empresas têm uma vantagem: a comunicação tende a ser mais fluida em um ambiente menos hierárquico.
Você pode se surpreender ao descobrir que, frequentemente, motivar sua equipe não envolve apenas aumentar salários ou benefícios. O que seus colaboradores realmente buscam é um ambiente de trabalho mais positivo, flexibilidade na conciliação entre vida profissional e pessoal, e reconhecimento adequado por suas contribuições.
Rever a estrutura da empresa
Empresas de pequeno e médio porte com estruturas organizacionais excessivamente hierárquicas podem enfrentar problemas de eficiência. Além disso, essas camadas de gestão podem afastar colaboradores dos seus supervisores, prejudicando a comunicação e eliminando as vantagens que a proximidade deveria proporcionar.
Em grandes corporações, essa hierarquia pode ser inevitável. Contudo, em empresas menores, não é necessário ter vários níveis de gerência. Revisar a estrutura organizacional para torná-la mais horizontal é uma estratégia eficaz na gestão de pessoas. Isso não apenas melhora a comunicação, mas também confere mais autonomia e responsabilidade aos colaboradores, o que pode elevar a motivação no trabalho.
Investir em desenvolvimento
Investir no desenvolvimento dos colaboradores beneficia tanto os empregados quanto a organização. Por um lado, isso demonstra que a empresa valoriza seus colaboradores e acredita em um futuro de longo prazo com eles. Por outro lado, fornece conhecimentos e habilidades que seus colaboradores podem não possuir e que são essenciais para um bom desempenho.
Existem diversas maneiras de investir nesse desenvolvimento. Normalmente, pensamos em cursos, palestras e treinamentos. Além dessas opções, formar grupos de troca de informações, liderados por um colaborador experiente ou um gestor, também pode ser uma estratégia interessante. Com a colaboração da equipe, é possível criar iniciativas inovadoras para o desenvolvimento de todos.
Embora as recomendações tenham sido apresentadas, o tema gestão de pessoas é extenso e complexo. Um ponto crucial é que os gestores devem praticar o autoconhecimento, matéria que merece ser abordada em um artigo separado. Esteja atento a isso e busque sempre melhorar sua abordagem em relação à gestão de pessoas.

