Três jogos, três vitórias. O Brasil segue invicto na Liga das Nações feminina de vôlei, mas teve muita dificuldade para manter a invencibilidade. Neste sábado, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, a aguerrida Alemanha foi derrotada por 3 sets a 2, com parciais de 25-23, 21-25, 23-25, 25-20 e 15-8. A vitória contou com a participação de várias caras novas, que se tornaram protagonistas da situação.
Neste domingo, o Brasil encerrará a participação na primeira semana da VNL diante da Itália, atual campeã da competição e medalhista de ouro em Paris. O clássico começará às 10h, com transmissão da Rede Globo, Sportv2 e o streaming da VBTV.
O Desempenho do Jogo contra a Alemanha
O histórico de confrontos entre brasileiras e alemãs mostrou que as vitórias do Brasil nunca aconteceram com placar de 3 a 0 no VNL, e isso se confirmou novamente. A partida teve mudanças significativas, com jovens apostas de José Roberto Guimarães entrando em quadra e contribuindo para o triunfo.
Durante grande parte do jogo, o Brasil enfrentou dificuldades no passe e na construção do ataque. No primeiro set, a Alemanha liderou o placar até o 22º ponto. As donas da casa conseguiram se manter próximas graças a um bom bloqueio. Para assumir a liderança, Ana Cristina conseguiu um ace, seguido por um saque decisivo de Julia Kudiess, que garantiu a vitória do primeiro set.
O segundo set começou com domínio total da Alemanha, que abriu 9 a 3. Com Roberta e Jheovana em quadra, o Brasil começou a mostrar reações. A diferença foi se estreitando até chegarem a 12 a 11. Contudo, as europeias conseguiram prolongar a vantagem e administraram a vitória dessa parcial com maestria.
No terceiro set, a oposta Tainara começou o jogo sem marcar pontos. Após alguns lances, ela conseguiu fazer um ace, o que a ajudou a se recuperar em quadra. Quando o Brasil perdia por 12 a 10, José Roberto Guimarães fez a troca pela entrada de Jheovana. A Alemanha ainda estava em controle, abrindo 20 a 15. No entanto, uma excelente passagem de Julia Bergmann pelo saque foi crucial para recolocar as brasileiras na disputa, mas o baixo aproveitamento nos contra-ataques poderia impedir a virada.
Na quarta parcial, Jheovana continuou em quadra e foi acompanhada de Luzia, seu parceiro no time Flor de Ypê/Paulistano/Barueri. Essa dupla de jogadoras, conhecidas como “Chiquititas”, conseguiu fazer a diferença. Luzia contribuiu com cinco pontos, três no ataque e dois no bloqueio, enquanto Jheovana também mostrou seu valor, empatando o jogo em pontos.
O tie-break começou com a Alemanha aproveitando-se de erros de passe de Ana Cristina. Porém, com Luzia no saque, o Brasil conseguiu uma reviravolta, abrindo 6 a 2. Depois de assumirem a liderança, o time conseguiu administrar a vantagem até garantir a vitória. Foi um triunfo desafiador, mas recheado de aprendizados para a equipe renovada.
A maior pontuadora da partida foi Ana Cristina, com 21 acertos. Também se destacaram Julia Bergmann (15 pontos), Lorena (15) e Jheovana (14).
Formação do Brasil: Macris, Tainara, Ana Cristina, Julia Bergmann, Julia Kudiess, Lorena e Laís (líbero). Entraram: Roberta, Jheovana, Aline Segato, Helena, Luzia. Técnico: José Roberto Guimarães.
Formação da Alemanha: Straube, Weske, Alsmeier, Grozer, Weitzel, Cekulaev e Pogany (líbero). Entraram: Stautz, Tabacuks, Strubbe. Técnico: Giulio Bregoli.
A expectativa para o próximo jogo contra a Itália
No próximo jogo, o Brasil enfrentará a Itália, atual campeã do torneio. Essa partida representa não apenas um desafio, mas também uma oportunidade para que as jogadoras brasileiros testem suas habilidades contra uma equipe forte e experiente. A Itália, conhecida por sua técnica e disciplina, será um verdadeiro teste de fogo para as jogadoras brasileiras.
Com a pressão dos torcedores e a expectativa de uma vitória, as jogadoras precisam se preparar adequadamente. A equipe treinada por José Roberto Guimarães deverá focar na melhoria do passe e da construção do ataque, duas áreas que se mostraram problemáticas contra a Alemanha. A confiança e a união do grupo são fundamentais para superar os obstáculos.
A presença das jovens jogadoras em quadra poderá fazer a diferença. A experiência adquirida durante o jogo contra a Alemanha é valiosa e pode ser utilizada na próxima partida. A troca de jogadoras e novas soluções táticas podem ser armas importantes na busca pela vitória.
Além disso, a importância do apoio da torcida não pode ser subestimada. O Ginásio do Maracanãzinho será provavelmente um caldeirão, o que pode motivar ainda mais a equipe brasileira. A vitória não será apenas uma questão de habilidade técnica, mas também de buscar a conexão emocional com o público, criando um ambiente positivo e encorajador.
A torcida brasileira sempre se destacou por sua paixão e energia, e é essencial que as jogadoras aproveitem essa atmosfera. Um bom desempenho não apenas trará mais confiança ao time, mas também poderá inspirar futuras gerações. O voleibol feminino brasileiro tem demonstrado um crescimento significativo e representa uma fonte de orgulho e esperança para os fãs do esporte.
A expectativa está nas alturas e a preparação será a chave para o sucesso. A equipe precisará de foco, resiliência e, acima de tudo, união. Ruma-se para o próximo desafio com a certeza de que cada jogo é uma nova oportunidade para brilhar e reafirmar a força do voleibol feminino brasileiro.
FAQ sobre a Liga das Nações Feminina de Vôlei
- O que é a Liga das Nações de Vôlei?
A Liga das Nações de Vôlei é um torneio internacional que reúne as melhores seleções de voleibol feminino do mundo, promovido pela FIVB. - Como funciona a fase de grupos na Liga das Nações?
As equipes se enfrentam em partidas com o formato de todos contra todos, e as melhores avançam para as fases eliminatórias. - Qual é a importância da Liga das Nações para as jogadoras?
A competição oferece experiência internacional e é uma oportunidade para mostrar talento em nível elevado. - Quando e onde ocorrerão as próximas partidas do Brasil?
O Brasil terá jogos através da liga ao longo do ano, com datas e locais específicos que podem ser verificadas na agenda oficial da FIVB. - Como os fãs podem acompanhar a Liga das Nações?
A competição é transmitida em diversos canais esportivos e plataformas de streaming, permitindo que os fãs assistam ao vivo. - O que é esperado do Brasil na competição?
Espera-se que o Brasil continue a demonstrar força e desempenho, especialmente com a recente renovação da equipe. - Quem são as principais jogadoras do Brasil?
A seleção conta com várias jogadoras talentosas, mas nomes como Ana Cristina, Julia Bergmann e Lorena têm se destacado. - Qual é a história da seleção brasileira na Liga das Nações?
O Brasil é considerado um dos países de destaque no voleibol feminino, com várias conquistas em torneios internacionais, incluindo a Liga das Nações.
Oportunidades e Desafios no Voleibol Feminino Brasileiro
O voleibol feminino no Brasil enfrenta uma combinação de desafios e oportunidades. Embora haja espaço para crescimento, o investimento em novas atletas e as condições de treinamento são fundamentais para manter a competitividade. O apoio das federações e dos torcedores é crucial para assegurar que a equipe continue a brilhar em competições internacionais.

