Febraban e Ministério da Justiça unificados no combate a crimes cibernéticos

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Recentemente, a Febraban (Federação Nacional de Bancos) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) se reuniram para discutir a criação de uma estratégia robusta para combater os crescentes crimes cibernéticos no Brasil. A nova iniciativa, que deverá se chamar Estratégia Nacional de Combate ao Crime Cibernético, visa reunir esforços para enfrentar esse problema crescente, que afeta tanto instituições financeiras quanto cidadãos comuns.

A proposta surge em um contexto de aumento significativo das fraudes digitais, especialmente considerando o aumento da digitalização dos serviços financeiros. O que está em jogo é a segurança dos dados e das transações financeiras, áreas que têm sido alvo constante de criminosos virtuais.

Estratégia é baseada na ECCLA, de 2003

A criação do fórum se inspira na ECCLA — Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, implementada em 2003. Esta estratégia já demonstrou resultados positivos e serve como modelo para a nova iniciativa que visa aumentar a segurança cibernética no Brasil.

Os dados apresentados pela Febraban são alarmantes. Em 2020, bancos e instituições financeiras investiram aproximadamente R$ 2,5 bilhões em cibersegurança. Mesmo com esse investimento, a situação não parece ter melhorado significativamente. O uso crescente de métodos de pagamento como o Pix tem sido um atrativo para os criminosos. Além disso, o país tem registrado diversas invasões, incluindo ataques de ransomware e DDoS.

No encontro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, enfatizou a seriedade do problema: “É um crime que incomoda muito a sociedade, causando prejuízos enormes ao cidadão. Precisamos ampliar as capacitações e trazer uma mudança de cultura institucional nas Polícias para avançar nas investigações e responsabilizar os criminosos.”

Agentes do MJSP serão capacitados pela Febraban

A nova estratégia buscará não apenas identificar suspeitos, mas também melhorar a capacitação de policiais e outros agentes envolvidos nas investigações sobre crimes cibernéticos. A colaboração entre o MJSP e a Febraban é vital para um compartilhamento eficaz de dados sobre fraudes, criando uma rede de informação que pode agilizar a resolução de casos.

Uma parte fundamental da estratégia inclui o treinamento de profissionais em cibersegurança, que utilizarão o laboratório especializado da Febraban. Essa ação visa equipar os agentes com as ferramentas e conhecimentos necessários para combater as fraudes digitais de forma mais eficiente.

Outro aspecto importante do projeto é a conscientização da população. A campanha busca informar os cidadãos sobre os riscos dos crimes digitais e gerar uma maior atenção em relação a questões de segurança online. Isaac Sidney, presidente da Febraban, destacou a importância da colaboração entre os setores público e privado: “Estamos dispostos a ajudar a prevenir essa criminalidade moderna. No ano passado, conseguimos evitar um prejuízo de R$ 4 bilhões aos correntistas, e precisamos do apoio das forças policiais e governamentais.”

Com o alcance do problema em mente, o fórum também atuará em ações preventivas, buscando engajar a população em uma melhor compreensão dos riscos e das melhores práticas de segurança digital.

Perspectivas e Ações Futuras

A criação da Estratégia Nacional de Combate ao Crime Cibernético marca um passo significativo no combate a um problema que vem crescendo exponencialmente. A intensa digitalização e a pandemia acentuaram a necessidade de um enfoque mais forte na segurança virtual, já que muitos serviços migraram para plataformas online.

Um dos números que mais chama a atenção é o fato de que 81% dos brasileiros sentem medo dos crimes digitais. Essa percepção evidencia a urgência do projeto, que não apenas busca oferecer respostas a crimes que já ocorreram, mas também construir uma cultura de segurança que impeça que novos incidentes sejam registrados.

Seja na capacitação de agentes públicos ou na conscientização da população, a estratégia tem o potencial de se tornar um marco na luta contra a criminalidade digital, unindo esforços que até então estavam dispersos entre diferentes entidades.

O combate a crimes cibernéticos exige também que a legislação avance, adaptando-se às novas realidades das fraudes digitais. É importante que o marco legal acompanhe as inovações tecnológicas, garantindo que as forças de segurança possam atuar de forma eficaz.

Por fim, espera-se que, com a implementação da estratégia, haja uma redução significativa não apenas nos números de fraudes, mas também no medo e na insegurança que afligem a população. O sucesso desse projeto dependerá da cooperação entre todos os envolvidos e do engajamento da sociedade como um todo.

Outras Iniciativas em Segurança Cibernética

Além da parceria entre a Febraban e o MJSP, o Brasil está vendo outros esforços e iniciativas sendo implementados para lidar com a crescente ameaça da cibercriminalidade. As empresas estão cada vez mais investindo em tecnologias de segurança, como inteligência artificial e aprendizado de máquina, para detectar e prevenir ataques antes que eles ocorram.

Instituições acadêmicas também têm um papel importante nesse cenário, desenvolvendo pesquisas voltadas para a segurança digital e formando profissionais capacitados para enfrentar esses novos desafios. A colaboração entre universidades, empresas e governo pode resultar na formação de um ecossistema robusto de segurança cibernética.

Adicionalmente, eventos e conferências sobre segurança da informação estão se tornando mais comuns, proporcionando um espaço para troca de conhecimento e melhores práticas entre profissionais da área. Com a união de esforços entre esses diferentes setores, o Brasil pode avançar significativamente na luta contra os crimes cibernéticos.

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