Sergio Moro sofre nova invasão em seu Telegram com compartilhamento de conteúdo pornográfico

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O perfil de Telegram do ex-ministro e ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro foi hackeado na madrugada desta quarta-feira (3). O invasor repostou um link na conta oficial do ex-juiz no Twitter, pedindo para que seguidores entrassem em um grupo criado por Moro. Contudo, ao acessarem o chat, os convidados se depararam com nudes explícitas.

Telegram seria usado para reunir apoiadores de Moro

O invasor aproveitou o Twitter para divulgar um grupo de conversas no mensageiro, supostamente criado pelo próprio Moro. Ao entrar no grupo, usuários se depararam com imagens explícitas de pornografia. Não se sabe quem está por trás do ataque ou como ele ocorreu, mas a equipe de Moro já excluiu a postagem e informou ao Antagonista que a conta do ex-ministro no Telegram foi suspensa. Além disso, assessores afirmaram que devem procurar as autoridades.

A conta de Telegram de Sérgio Moro seria utilizada para divulgar sua agenda. Ele está prestes a se filiar ao Podemos, partido pelo qual pretende disputar as eleições de 2022.

Relembre o vazamento do Telegram que afetou a Lava Jato

Em 2019, Moro foi alvo de um vazamento de conversas mantidas com procuradores da força-tarefa da Lava Jato, incluindo o procurador Deltan Dallagnol. O conteúdo vazado era justamente chats privados e de grupos fechados do Telegram.

O mensageiro não teve responsabilidade no caso da Vaza Jato, quando essas conversas foram reveladas pela imprensa. Contudo, é possível arriscar que o vazamento tenha iniciado a partir da conta de Dallagnol, em razão de uma invasão da linha de celular do procurador. O hacker poderia ter acessado as conversas mediante o acesso à conta, caso a verificação em duas etapas não estivesse ativada.

Vale lembrar que o Telegram não utiliza criptografia de ponta a ponta por padrão em todos os chats, ao contrário do WhatsApp. O serviço apenas exige uma verificação por SMS para que o usuário faça login. Isso possibilita que invasores que sequestram a linha de celular utilizem o código recebido por mensagem para roubarem todos os dados armazenados em conversas. Essa vulnerabilidade existe até mesmo na versão do Telegram para desktop.

No entanto, não se trata da mesma situação em relação a Moro, que, na época, estava à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O ex-juiz da Lava Jato declarou que não utilizava o Telegram há dois anos. De acordo com as diretrizes do serviço, se o usuário não permanecer ativo no mensageiro por seis meses, a conta é automaticamente excluída, junto com todo o histórico de mensagens.

Faz sentido que Moro agora busque usar o Telegram para divulgar sua agenda e dialogar com seus potenciais eleitores. O aplicativo de mensagens tem ganhado cada vez mais popularidade no Brasil, e alguns de seus principais adversários, como o próprio presidente Jair Bolsonaro, acumulam milhares de seguidores em canais privados.

Com informações: O Antagonista

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