Lula tem como objetivo finalizar o acordo entre Mercosul e UE até o final de dezembro

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Presidente em exercício fez defesas à redução do chamado ‘Custo Brasil’, afirmou esperar safra recorde neste ano e disse que isso deve derrubar o preço dos alimentos

BRASÍLIA – O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira, 6, que o governo brasileiro tem a expectativa de que ocorra até o fim do ano a assinatura do acordo comercial Mercosul-União Europeia. A declaração aconteceu durante um discurso no Roadshow Brasil Mais Produtivo, em Campina Grande (PB), evento promovido pela Federação das Indústrias da Paraíba (FIEPB).

Alckmin defendeu a abertura de mercados. “Nós temos que conquistar mercado, abrir mercado”, afirmou. Ele ressaltou que o presidente Lula está na França buscando fechar o acordo Mercosul-União Europeia até o final do ano.

O presidente em exercício destacou que, anteriormente, o Mercosul tinha apenas três acordos, com Egito, Israel e Palestina. “Agora, já fizemos com Cingapura e devemos assinar até o fim do ano com a União Europeia, composta por 27 países dos mais ricos do mundo, para que possamos vender mais e ter maior mercado”, explicou.

Durante o evento, Alckmin também fez defesas sobre a redução do chamado “Custo Brasil” e afirmou que suas metas incluem a desburocratização e estímulos à indústria. Entre as autoridades presentes estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, Efraim Filho (União-PB).

O presidente em exercício expressou a expectativa de uma safra recorde neste ano, indicando que isso deve contribuir para a diminuição dos preços dos alimentos. “Devemos ter uma safra recorde este ano. No ano passado, enfrentamos dois grandes problemas: a seca brutal e a alta do dólar. […] Isso vai ajudar a combater a inflação e a reduzir o preço de alimentos”, declarou.

Alckmin também solicitou que o Senado vote “o mais rápido possível” o projeto sobre o Acredita Exportação, que visa estimular a participação de micro e pequenas empresas no comércio exterior. “Vamos implementar o Acredita Exportação para dar um suporte à exportação das pequenas empresas. A Câmara já aprovou por unanimidade e agora está no Senado. Se puderem, peço que votem o quanto antes”, disse.

Registro de Patente

O presidente em exercício mencionou que há uma meta para que o registro de patentes seja reduzido para dois anos. Atualmente, o tempo médio de tramitação é de três anos, mas chegou a ser de sete anos. “O registro de patentes estava levando até 7 anos no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Conseguimos reduzir para 6, 5, 4 e nosso objetivo é chegar a 3 anos este ano e, no próximo, a 2 anos, que é o padrão internacional”, afirmou.

Alckmin também defendeu o desenvolvimento da indústria e apresentou seis metas para o setor, incluindo investimentos em agroindústria. “A indústria oferece salários mais altos, agrega valor e está na vanguarda da inovação e da pesquisa”, ressaltou.

Data Centers

O presidente em exercício destacou a importância de investir em data centers e inteligência artificial, afirmando que esses setores dependem do desenvolvimento energético no país. “O limite para inteligência artificial e data centers será a falta de energia, e temos energia abundante e renovável no Brasil”, disse.

Alckmin lembrou que o governo deve lançar um programa voltado para estimular a criação de data centers e defendeu uma “indústria mais verde”, acrescentando que os parques eólicos e solares do Nordeste precisam ser integrados ao sistema nacional. “Se pudéssemos capturar toda a luz solar do mundo em um dia, teríamos energia suficiente para a humanidade por um ano”, concluiu.

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