Cortesia da Parkwood Entertainment
O mood country tomou conta do show de quase três horas de Beyoncé nos EUA.
A cantora Beyoncé lançou sua turnê de estádio “Cowboy Carter” na segunda-feira (28), tocando “Texas Hold ‘Em” e outros sucessos inspirados no country, dividindo o palco com suas duas filhas.
Beyoncé abriu o show de quase três horas no SoFi Stadium, perto de Los Angeles, com “Ameriican Requiem”, vestindo uma roupa country toda branca com uma longa franja nas mangas, enquanto dançarinos de vermelho se apresentavam ao seu redor.
Momentos marcantes da apresentação
Em um dos pontos altos, Beyoncé fez um cover do clássico de Dolly Parton “Jolene”, sentando-se em uma ferradura iluminada que flutuava sobre a multidão. Além disso, ela surpreendeu o público ao montar um touro mecânico dourado para “Tyrant” e voou pelo ar em um carro vermelho segurando uma bandeira norte-americana durante a performance de “16 Carriages”.
A filha de 13 anos de Beyoncé, Blue Ivy Carter, juntou-se aos dançarinos de apoio em várias músicas, incluindo “Ya Ya” e “America Has a Problem”. Blue Ivy teve um momento especial na passarela ao liderar uma dança de “Deja Vu”, balançando o cabelo ao se virar para voltar.
Rumi Carter, de 7 anos, também fez uma aparição no palco enquanto Beyoncé cantava a canção de ninar “Protector”. A pequena acenou com as duas mãos para o público e se virou para dar um abraço em sua mãe, o que rendeu aplausos emocionados da plateia.
A turnê Cowboy Carter rendeu a Beyoncé seu primeiro Grammy de álbum do ano em fevereiro. Esse prêmio foi visto como uma homenagem ao legado, muitas vezes negligenciado, dos negros norte-americanos na música e na cultura country.
“Quero agradecer a todos aqueles que vieram antes de mim e que me permitiram estar neste palco hoje”, disse Beyoncé durante o show. “Quero agradecer a vocês, meus fãs, por me permitirem fazer esse álbum. Obrigada por me darem a liberdade criativa para me desafiar.”
Além das novas músicas do álbum, Beyoncé também apresentou sucessos icônicos como “Formation”, “Cuff It” e “Crazy in Love”, garantindo que os fãs tivessem uma experiência completa e emocionante.
A turnê, chamada Cowboy Carter and the Rodeo Chitlin’ Circuit Tour, está programada para acontecer até julho nos Estados Unidos e na Europa, trazendo uma nova cara ao repertório da artista e fortalecendo suas raízes na cultura country.
A importância cultural de “Cowboy Carter”
O álbum e a turnê não apenas mostram a versatilidade de Beyoncé como artista, mas também abordam questões sociais e históricas. A cultura country, historicamente dominada por artistas brancos, tem visto uma crescente inclusão de vozes e estilos que refletem a diversidade dos Estados Unidos.
Beyoncé, com sua plataforma colossal, desafia as normas estabelecidas, trazendo à tona a contribuição significativa de artistas negros no gênero. Essa exposição é crucial para expandir a compreensão do público sobre a riqueza e a diversidade da música country.
Com performances vibrantes e uma escolha cuidadosa de repertório, ela não apenas entretém, mas também educa. O reconhecimento de antepassados e a referência à luta por igualdade ressoam profundamente, fazendo da turnê uma experiência que vai além do entretenimento.
Os fãs que compareceram ao show saíram carregados de emoções, não apenas pela música, mas pela mensagem poderosa que a acompanharam. Ela se torna um símbolo da luta e da celebração da cultura afro-americana dentro da música country, uma parte frequentemente esquecida da narrativa musical americana.
Além das apresentações eletrizantes, a interação de Beyoncé com seus filhos também traz um elemento de elevação da família e da herança. Esse aspecto pessoal torna os shows ainda mais significativos, criando um espaço de conexão entre a artista e o público.
A expectativa para os próximos shows da turnê Cowboy Carter and the Rodeo Chitlin’ Circuit Tour está alta, com fãs ansiosos para testemunhar mais performances que combinam música de qualidade com mensagens de inclusão e celebração.
Beyoncé continua a estabelecer seu legado não apenas como uma artista, mas como uma mulher que usa sua voz para promover mudanças. A turnê representa uma celebração do passado, com os olhos voltados para o futuro, fazendo ecoar a frase que ficou famosa: “Se você pode sonhar, você pode fazer”.
O impacto da turnê na crítica e no público
Desde o lançamento do álbum Cowboy Carter, a crítica elogiou a capacidade de Beyoncé de integrar diferentes estilos musicais de forma coesa. A adeptação de ritmos country, junto com elementos do R&B e Hip-Hop, tem sido uma jogada inteligente para ampliar seu alcance.
O mix de gêneros traz à tona uma sonoridade única, que contribui para atrair tanto os fãs do country tradicional quanto os admiradores de outros estilos. Isso se reflete na agitação das redes sociais, onde o debate sobre a evolução do gênero está em alta. Os fãs comentam sobre as performances e as suas significativas mensagens sociais, criando uma comunidade engajada.
A presença de Blue Ivy e Rumi em cena não só dá um charme extra ao show, mas também destaca a importância da família nas tradições afro-americanas, enfatizando o que significa ser uma artista mãe. É uma representação poderosa que ressoa profundamente com muitos dos fãs que se sentem representados.
Os espectadores experimentam um forte sentimento de pertencimento e identificação, enquanto Beyoncé abre espaço para discussões mais profundas sobre raça e identidade no mundo da música. Essa atenção para o que é frequentemente relegado ao segundo plano — as vozes negras na música country — faz com que sua turnê seja relevante não apenas na indústria musical, mas também na sociedade como um todo.

