O Citi reduziu sua projeção para a alta da taxa Selic na reunião de maio do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, de 0,75 para 0,50 ponto percentual. Essa mudança foi motivada por declarações de membros do colegiado que destacaram maiores incertezas no cenário externo. O relatório divulgado nesta segunda-feira (29) menciona que “nos últimos dias, muitos membros do Copom mencionaram que a maior incerteza global exige movimentos mais lentos da política monetária daqui para frente”.
Assim, a expectativa é que o Copom eleve a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, chegando a 14,75% em 7 de maio. Segundo o documento, essa elevação é mais provável do que um ajuste menor, de 0,25 ponto percentual. Um aumento reduzido poderia elevar o risco de a inflação se desviar da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 3%, com uma banda de tolerância de 1,5% para cima e para baixo.
Além disso, o relatório aponta que o Copom deve revisar sua projeção para a inflação ao final de 2025, reduzindo-a de 5,1% em março para 5% em maio. No entanto, a previsão para as altas de preços até o final de 2026 deve permanecer em 3,7%. A análise indica que a instituição pode optar por manter a Selic inalterada em junho, seguindo essa tendência por alguns meses e projetando que a taxa básica encerre 2026 em 12% ao ano.
O documento também sugere que a perspectiva de inflação do Copom provavelmente melhorará, devido à diminuição das pressões sobre os preços dos bens comercializáveis e a novos sinais de desaceleração no cenário doméstico. Essa análise aponta para um cenário em que a política monetária poderá se ajustar de maneira mais cautelosa, refletindo os desafios e as incertezas do ambiente econômico atual.

