Instituição financeira congela R$ 2 mil da conta de Carla Zambelli

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Itaú impediu movimentações por determinação do STF. Corte confirmou a condenação da deputada por invasão aos sistemas do CNJ

O banco Itaú bloqueou nesta sexta-feira, 6, as contas bancárias e os cartões de débito e crédito da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP). A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta quarta-feira, 4, o magistrado deu um prazo de 24 horas para que as instituições financeiras informassem sobre o bloqueio das contas vinculadas à parlamentar, após Zambelli deixar o País.

A instituição financeira notificou o STF de que havia encontrado R$ 2.118,28 em uma conta corrente em nome de Zambelli e R$ 5 em uma poupança criada pela deputada. Esses dados são sigilosos, mas ficaram disponíveis no site do STF por dez minutos, segundo a Folha de S.Paulo.

Os valores presentes nas contas são baixos, especialmente quando comparados ao montante de R$ 285 mil que a deputada afirmou ter arrecadado em “vaquinha” antes de deixar o Brasil.

Procurada pelo Estadão, a assessoria da deputada não retornou o contato.

STF rejeita recurso de Zambelli e mantém condenação da deputada à prisão

Zambelli foi condenada pelo Supremo a dez anos de prisão em regime fechado e a uma multa de R$ 2,1 milhões por invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Para evitar o cumprimento da pena, Zambelli deixou o País, seguindo para os EUA e depois para a Itália, onde permanece atualmente. A deputada foi incluída na lista de procurados da Interpol, e sua prisão preventiva foi decretada. As redes sociais de Zambelli e de sua família também foram removidas do ar.

Com a licença do cargo, Zambelli perdeu os rendimentos mensais e será substituída pelo seu suplente. Na última sexta-feira, 6, o Supremo manteve a condenação em votação unânime. Agora, a ordem de prisão preventiva deixa de vigorar, e ela passa a ser procurada ativamente para o cumprimento da sentença.

Carla Zambelli e a lista vermelha da Interpol

Com esta ação, Carla Zambelli torna-se a 7ª brasileira a figurar na lista vermelha da Interpol. A condenação e os desdobramentos geram discussões sobre a transparência das movimentações financeiras de figuras públicas e a proteção dos dados dessas pessoas.

A decisão do STF e as ações do Itaú levantam questionamentos sobre o funcionamento dos sistemas de justiça e financeira no Brasil. A colaboração entre instituições é essencial para a eficácia das ações legais.

A repercussão do caso na sociedade

As questões legais envolvendo Carla Zambelli não apenas repercutem nas redes sociais, mas também geram debates mais amplos sobre a ética na política e a responsabilidade dos parlamentares. As expectativas em relação ao cumprimento da pena e à localização da deputada são altas.

A sociedade observa não apenas o desfecho do caso, mas também as implicações legais para outros parlamentares que possam estar envolvidos em ações semelhantes. A importância de um sistema judicial eficiente e que atue de forma independente das influências externas é fundamental para a credibilidade da democracia no Brasil.

Enquanto isso, a situação de Zambelli serve como um alerta para a importância da integridade e da legalidade nas ações políticas. As movimentações financeiras de figuras públicas, muitas vezes, são colocadas sob escrutínio e precisam ser transparentes para manter a confiança da população nas instituições.

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