Disputa entre plataformas de streaming pelos direitos de O Massacre da Serra Elétrica

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De cinco a oito estúdios e plataformas estão interessados em adquirir os direitos pela franquia, incluindo a Netflix e a A24

A disputa pelos direitos da franquia O Massacre da Serra Elétrica promete agitar as notícias nas próximas semanas. A guerra judicial atraiu o interesse de grandes nomes de Hollywood. Pelo menos cinco a oito estúdios e plataformas estão envolvidos, incluindo a Netflix, A24 e a Universal, esta última por meio da produtora Monkeypaw, do cineasta Jordan Peele (Corra!).

Entre os criadores interessados, destacam-se Oz Perkins (Longlegs), Bryan Bertino (Os Estranhos, 2008), representando a NEON, e Roy Lee (A Bruxa de Blair, 2016, It: A Coisa, 2017). Glen Powell (Todos Menos Você) também está envolvido em um projeto para televisão com a A24, embora não deva atuar. Outro nome forte que mostra interesse é Taylor Sheridan (Yellowstone), nascido no Texas, que pode atuar como produtor, reforçando o apelo regional da obra.

Por que os direitos de O Massacre da Serra Elétrica estão em disputa judicial?

A franquia O Massacre da Serra Elétrica está no centro de uma disputa judicial por dois motivos principais: um histórico de contratos mal resolvidos e o crescente valor comercial da marca. O filme original, lançado em 1974 e dirigido por Tobe Hooper em parceria com o roteirista Kim Henkel, foi um sucesso de bilheteira, feito com apenas US$ 140 mil e arrecadou mais de US$ 30 milhões. Contudo, os lucros foram mal distribuídos, e os criadores, especialmente Henkel, alegam que foram financeiramente prejudicados.

Desde então, Henkel passou décadas tentando recuperar os direitos sobre a obra. Apoiando-se em uma lei de direitos autorais dos Estados Unidos que permite a reversão dos direitos aos autores após 35 anos, ele vem usando esse dispositivo para reivindicar o controle sobre o filme original e personagens icônicos como Leatherface.

Atualmente, Henkel lidera a produtora Exurbia Films, em parceria com Pat Cassidy e Ian Henkel. A empresa é responsável por negociar os direitos da franquia e está no centro das conversas com grandes estúdios que desejam reviver a marca. A agência Verve, que representa os direitos desde 2017, comanda essas negociações.

O impasse, no entanto, não se resume apenas ao licenciamento. A disputa envolve questões sobre controle criativo, canonicidade e a divisão de lucros de futuras produções. Em jogo estão os rumos da franquia e seu potencial comercial, que pode render centenas de milhões de dólares, principalmente diante do novo apetite da indústria por reboots de clássicos do terror.

Esse cenário não é inédito. Nos últimos anos, outras franquias de terror, como Halloween e Halloween Kills, conseguiram renovações e reimaginações através de disputas jurídicas e negociações complexas, provando que o valor de marca é um fator preponderante nas decisões de estúdios e produtores.

A concorrência pela franquia O Massacre da Serra Elétrica reflete essa tendência. Com o mercado em expansão e a constante busca por conteúdo original, as plataformas de streaming e estúdios tradicionais buscam inovações que façam com que os clássicos do terror retornem à sua antiga glória. O que se pode esperar é que as negociações sejam intensas e que as decisões tomadas agora influenciem o futuro do gênero.

A importância da franquia no contexto contemporâneo

Além das questões legais, a franquia O Massacre da Serra Elétrica ocupa um lugar especial na cultura pop. O filme original não apenas introduziu o personagem Leatherface, mas também redefiniu o que se esperava de filmes de terror na era moderna, misturando elementos de terror psicológico e slasher. Isso fez com que as produções subsequentes tentassem emular ou expandir essa fórmula, cada uma com graus variados de sucesso.

O apelo da franquia também pode ser atribuído ao debate cultural que gera. Temáticas como a dinâmica familiar disfuncional, violência e a luta pela sobrevivência em cenários adversos são abordadas de maneira visceral e impactante, sendo elementos que ressoam com as audiências mesmo décadas após o lançamento do filme original.

Como mencionado anteriormente, o interesse crescente de estúdios como a A24 e NEON, conhecidos por suas abordagens inovadoras e criativas, sugere que novas narrativas e reinterpretações da franquia podem ser esperadas. Isso também poderá atrair novas gerações de fãs, ampliando ainda mais o legado da obra.

Por fim, as discussões e debates sobre os direitos da franquia não são apenas sobre dinheiro, mas sobre legado cultural e a preservação da arte cinematográfica. À medida que as plataformas competem por uma fatia do mercado de terror, casos como este revelam como a indústria está se adaptando a novas realidades e ao mesmo tempo tentando preservar o que é clássico.

Esses fatores destacam a complexidade da negociação, que envolve não somente questões econômicas, mas também criativas e culturais. A expectativa é que as próximas semanas revelem não apenas quem sairá vitorioso nesta disputa, mas também como isso moldará o futuro do horror no cinema.

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